Robinho é o 'sobrevivente' do ataque da Seleção

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Atacante vai, atacante vem. Os olhos estarão voltados para o eterno Ronaldo, em sua despedida, e o novo craque Neymar, esperança de gênio no time brasileiro.
Mas entre tantos atacantes, um nome provavelmente estará mais uma vez no gramado. Robinho estreou com a camisa amarela em 2003. Desde então, muitos goleadores passaram pela Seleção. Alguns com sucesso, outros despercebidos. E Robinho foi ficando. Agora, seis anos depois de ter participado da despedida de Romário, no Pacaembu, vai fazer parte da festa do Fenômeno, no mesmo "salão".
Em seu primeiro jogo pelo Brasil, Robinho era treinado por Ricardo Gomes. A Seleção principal cedeu espaço à equipe olímpica, que naufragou e não conseguiu vaga nos Jogos de Atenas, em 2004. Os parceiros do então jogador do Santos eram Ewerthon e Nilmar. Só os primeiros. Em oito anos na equipe, Robinho teve nada menos do que 14 companheiros, considerando os que formaram dupla de frente titular.
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Confira os 'parças' de Robinho na Seleção Brasileira
Em meio a jogadores de passagem meteórica, como Jô, Afonso e Rafael Sóbis, o camisa 7 de Mano Menezes teve parcerias de sucesso. Ao lado de Adriano, encantou o mundo na Copa das Confederações de 2005 e na maioria dos jogos válidos pela Eliminatória da Copa do Mundo-2006.
Já com Luis Fabiano, finalmente protagonizou o ataque em um Mundial, na África do Sul, em 2010. Apesar do fracasso, com a eliminação nas quartas de final diante da Holanda, Robinho saiu fortalecido.
Se não for o escolhido para dar lugar a Ronaldo no fim do primeiro tempo contra a Romênia, o jogador terá o prazer de reeditar dupla com o Fenômeno depois de cinco anos. Titulares juntos, só duas vezes. Contra Chile, em 2005, e Japão, na Copa-06.
Robinho tem tanto prestígio que foi escolhido para dar entrevista ao lado de Mano Menezes nesta segunda, na véspera do amistoso. Ronaldo se vai. E Robinho, mais uma vez, vai ficar.
Robinho se diverte com filho em treino da Seleção
Fred sob risco de seguir no 'quase'
Robinho não é o único que pode participar de duas despedidas de ídolos da Seleção Brasileira. O centroavante Fred também foi convocado para o amistoso diante da Guatemala, em 2005, quando Romário deu adeus ao time nacional.
Porém, mais uma vez, o jogador do Fluminense corre o risco de não ter a honra de atuar ao lado do homenageado. Naquela ocasião, Fred entrou no segundo tempo justamente no lugar de Robinho. Àquela altura, o Baixinho, que atuou por 38 minutos, havia dado lugar a Grafite.
Se for mantido por Mano Menezes no time titular, Fred é o favorito a dar lugar ao Fenômeno. Nos planos do treinador, Ronaldo entrará por volta dos 30 minutos da etapa inicial e ficará até o intervalo, quando haverá mais homenagens à carreira do jogador. Taticamente, até em razão de sua forma física longe da ideal, o ex-corintiano deverá atuar mais próximo da área adversária, função exercida por Fred.
No empate sem gols diante da Holanda, em Goiânia, Fred foi muito criticado e substituído por Leandro Damião. Como o jogador que for substituído por Ronaldo não poderá retornar no segundo tempo, é possível que Mano Menezes dê mais uma chance ao atacante do Colorado ou ainda teste Nilmar.
Tchau, Baixinho!
Brasil 3x0 Guatemala
27/4/05 Robinho foi companheiro de Romário e não fez um grande jogo. Com excesso de dribles, não fez gols e saiu no segundo tempo.
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