Recusa em cantar hino vira polêmica no Reino Unido

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Os diários ingleses repercutem nesta sexta-feira o fato dos atletas não ingleses das seleções de futebol do Reino Unido terem se recusado a cantar o hino nacional em suas estreias pelos torneios de futebol da Olimpíada. Na última quarta-feira, as jogadoras Kim Little e Ifeoma Dieke, ambas escocesas, foram as únicas a não entoarem o 'God Save de Queen' antes da vitória por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia. Nesta quinta-feira foi a vez dos galeses Giggs e Bellamy ficarem em silêncio antes do empate em 1 a 1 com Senegal.
As atitudes foram bastante criticadas pelos torcedores do Reino Unido. Muitas pessoas utilizaram o Twitter para reprovar o comportamento.
- Giggs e Bellamy não cantarem o hino nacional do Reino Unido está errado! Eles deveriam estar honrados de estarem ali - expressou um torcedor pela rede social, citado pelo diário "Daily Mail".
O episódio tomou contornos ainda maiores após a declaração da jogadora Kim Little.
- Estou emocionada em representar a Escócia no time do Reino Unido. Porém não cantei o hino por uma escolha pessoal - afirmou a meio-campista de 22 anos à rede BBC.
O avô de Little, William, de 82 anos, é um representante do Partido Nacional Escocês e defende a independência da Escócia. Ele disse que apoia 100% a decisão de sua neta.
- Esse é o hino nacional da Inglaterra e ela é escocesa. Foi decisão dela não cantar e eu apoio isso 100%. Eu teria feito a mesma coisa - revelou William Little.
O Comitê Olímpico Britânico não reprovou a atitude dos atletas não ingleses, e divulgou uma nota onde aponta que cantar ou não o hino é uma decisão pessoal de cada um.
- Isso é uma escolha individual, mas a coisa mais importante é mostrar respeito - dizia a nota.
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