Rebaixamento expõe mandato conturbado de Tirone no Palmeiras
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Em janeiro de 2011, ainda como o candidato da oposição, Arnaldo Tirone garantiu:
– Acho que o meu momento chegou. Essa minha candidatura vem sendo amadurecida faz alguns anos, pela minha história no Palmeiras. Minha vivência é desde pequeno, com meu pai, que foi diretor de futebol. Virei sócio com cinco anos, virei conselheiro em 1976.
As palavras eram firmes. De alguém que se mostrava pronto para recolocar o Verdão no rumo certo. Bem, quase dois anos depois, não foi bem isso o que aconteceu.
Não dá para dizer que a gestão de Tirone só foi marcada por coisas ruins. Apesar da demora e de ameaças da WTorre, foi ele quem assinou a cessão da escritura, que deu continuidade à obra da Arena Palestra. Também manteve o técnico Luiz Felipe Scolari em um momento de muita pressão após o Paulistão de 2012. E o resultado foi a conquista do título da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores de 2013.
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Mas nem isso vai ser a capaz de apagar a impressão deixada nesses dois anos: de um presidente com boas intenções. Mas indeciso sobre assuntos importantes, com pouco pulso e até motivo de chacota entre os palmeirenses. Afinal, junto com o vice de futebol, Roberto Frizzo, passaram a ser taxados de B1 e B2, como os Bananas de Pijama. Não foram poucas as declarações que viraram piada, como a vez em que ele nem sabia sobre reunião na Federação Paulista. Pela falta de firmeza, até perdeu aliados políticos.
Tirone ainda não sabe se vai concorrer à reeleição. Dificilmente, venceria novamente. Mas a política alviverde é imprevisível. Agora, será que dessa vez ele estaria realmente preparado para isso?
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Altos e muitos baixos
Foi bem
Em 2011, mesmo após demora, Arnaldo Tirone assinou a cessão da escritura para a continuação das obras na Arena. Nesse ano, conquistou a Copa do Brasil.
Foi mal
Desde o início do mandato, Tirone sofreu com pressões dos diversos grupos políticos. Para não desagradar ninguém, demorou para tomar decisões importantes, o que criou vários problemas. O dirigente esperou demais para tomar uma atitude quando o atacante Kleber criticou a diretoria, fez tentativas sem sucesso para a contratação de um novo técnico após a saída de Felipão. Isso sem contar as diversas declarações que viraram motivo de piada. Termina o mandato sem o apoio de dois vice presidentes eleitos com ele.
Com a palavra: Mustafá Contursi, ex-presidente de 1993 a 2004, ex-aliado de Arnaldo Tirone
"Não tem comparação com a queda de 2002"
credito que o Palmeiras se manterá. Mas o rebaixamento é uma sequência de coisas que estão erradas. Não tem comparação com o rebaixamento de 2002, são momentos diferentes. Naquela época, o clube era organizado. Hoje, não. Como a gestão do (Arnaldo) Tirone é uma sequência do (Luiz Gonzaga) Belluzzo, só estavam esperando o pior momento. Se não mudar a política de administração, o clube continuará tendo esse risco.
A má administração são nos últimos oito anos. Eles precisam entender que não é a política. A política serve para arrumar desculpas para os fracassos.
Não aprendeu não (com a queda em 2002). Naquela época, o clube saiu engradecido e classificado um pouco depois para a Libertadores. Saiu uma administração com uma fortuna em caixa, com o futuro estádio praticamente definido. Depois, mudou tudo. Hoje, possui dívidas astronômicas.
A administração do Tirone é péssima. É a mesma da gestão do Belluzo. Não é que gastou muito, mas aplicou de forma errada. As contratações de nada serviram.
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