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Propinas da ISL podem virar investigação contra Teixeira no MP do Rio

Rômulo com a Amarelinha e sua figurinha no álbum (Foto: Wagner Meier)
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Dia 27/10/2015
21:35

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Roberto Gurgel, procurador-geral da República, recomendou que requerimento criminal contra Ricardo Teixeira, apresentado pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB), que baseia-se nos supostos casos de pagamento de propina na Fifa, seja distribuído para algum procurador da área criminal do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

A expectativa é que o responsável pelo caso dê um encaminhamento até o fim do mês. Caso o procurador não decida pelo arquivamento das denúncias do recebimento de propinas, uma investigação criminal será iniciada.

O dirigente teria recebido US$ 9,5 milhões (R$ 15,3 milhões) da extinta empresa de marketing ISL. O dinheiro entrou no Brasil por meio da Sanud, empresa com sede no paraíso fiscal de Liechtenstein. Curiosamente, a Sanud se tornaria sócia da RLJ, de propriedade de Ricardo Teixeira.
 
Se abrir a investigação, o MP-RJ poderá solicitar para a Justiça suíça os documentos em que Teixeira, Havelange e outros cartolas admitiriam o recebimento de suborno em negócios da Fifa nos anos 90.

O caso permanece em sigilo, já que os cartolas aceitaram devolver as propinas. Autoridades suíças pressionam a Fifa para que a entidade torne públicos os documentos que comprovam o pagamento das propinas, mas a entidade que dirige o futebol resiste.

– Caso não houvesse gravidade, o procurador-geral da República poderia arquivar o caso em Brasília. Mas ele optou por dar prosseguimento ao caso, o que é um bom sinal.  Ele (Ricardo Teixeira) não pode desdenhar das instituições brasileiras, como ele fez na matéria publicada pela revista Piauí – opinou Marcos Pereira, presidente nacional do PRB e autor do requerimento.


Suborno

Na década de 90, a empresa de marketing ISL teria pago propina a membros da Fifa para negociar
os direitos de TV da Copa do Mundo.


Dinheiro

Teixeira e Havelange estariam entre os que receberam suborno da ISL. O primeiro teria ficado com
US$ 9,5 milhões (R$ 15,3 milhões).


Acordo

À Justiça suíça, ambos não teriam contestado as acusações. Inclusive, haveria um acordo para devolverem o valor. Documentos que comprovariam o caso podem ser revelados em breve com as investigações.


No MP do Rio

Caso será distribuído para um procurador. Investigação pode começar.


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