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Pool da Copa América: As lições que deixou a Argentina ao Uruguai


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Por Danilo Costas

A experiência contra a Argentina deu um "plus" ao técnico uruguaio Óscar Tabárez. O treinador da seleção sabe ser bastante conceitual em suas coletivas de imprensa, porém sabe fazer mistério quando não deseja dar detalhes sobre sua equipe. Contra a Jamaica confirmou o time um dia antes e disse que não haveria surpresas. Contra a Argentina fez mistério e divulgou os titulares duas horas antes da bola rolar.

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Ainda que faltem três dias para o jogo contra o Paraguai, o treinador deu alguns indícios de que gostou dos últimos 30 minutos do Uruguai contra a Argentina e pretende repeti-lo no duelo crucial diante dos guaranis.

- O jogo contra o Paraguai imagino tenso, porém o Paraguai não é a Argentina. Cada time tem sua realidade, cada jogo tem sua história. Não vou fazer aqui a explanação técnica do jogo, porém a última meia hora me deixou boa imprensão para a próxima partida. Acredito que a Argentina é um time mais forte que o Paraguai e o Uruguai, e quem sabe seja melhor que todas as seleções do torneio. Qualquer avaliação deve ser feita sob a luz desta observação. Não quero dizer que vamos ter um jogo fácil, o Paraguai tem jogadores experientes, bons atacantes, jogo aéreo, combatividade no setor defensivo, muita velocidade nas transições. Mostrou isso no segundo tempo contra a Argentina - disse o treinador celeste após a derrota para a Argentina.

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Como traduzir essas palavras? Em mudanças táticas de nomes e, sobretudo de predisposição defensiva-ofensiva. O poderio ofensivo da Argentina obrigou o Uruguai a mudar sua forma de jogar e recuar alguns metros, porque trocar golpes contra um time que se dá ao luxo de ter Tevez no banco seria suicídio.

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Nos últimos 30 minutos o Uruguai teve dois jogadores inteiros e a mudança evidenciou a intenção de ter maior poder ofensivo. As entradas de Carlos Sánchez e Abel Hernández reorganizou o desenho tático da equipe, somou outro homem no ataque e deu maior abertura lateral para prender a bola.

Com eles em campo, o Uruguai se animou a cuidar da bola. Deixou de lado os chutes frontais e buscou lateralizar um pouco a posse no lugar de ser tão vertical. Isso significa que jogarão Sánchez e Hernández contra o Paraguai? Só Tabárez sabe a resposta. Porém, antes de tudo, Abel teve méritos como poucas vezes para ganhar um lugar.

O dilema será quem sai. Lodeiro e Cebolla Rodríguez são chaves para o jogo coletivo pregado pelo treinador, ainda que o meia do Boca tenha feito um jogo ruim. Arévalo Ríos e insubstituível, González jogou contra a Argentina como para continuar no time e sacrificar a Cavani seria ilógico no caso de estar a procura de uma equipe mais ofensiva. Rolán seria quem teria maiores chances de sair, se o Maestro colocar em prática o que foi dito à imprensa.

A modificação também pode ser tática. O 4-4-1-1 com o qual jogou o Uruguai diante da Albiceleste (por momentos foi um 4-5-1 com Rolán como extremo) será parte do passado diante de um time que se coloca atrás e verticaliza seu caminho ao gol.

Ramón Díaz, longe de seu jogo clássico que o levou a ser ídolo no River Plate, entendeu a dinâmica e identidade do jogo paraguaio e confeccionou um time raçudo, pragmático e defensivo, o que levou ao nascimento do "Ramonaccio", como se chama sua nova metamorfose defensiva com base no "catenaccio" italiano.

- Agora temos mais elementos de gabarito para, neste último jogo em que disputamos a classificação, aproveitar as coisas que aproveitamos neste - insistiu Tabárez.

O treinador quer um Uruguai agressivo, de transições rápidas e opções ofensivas. Para isso deve escalar uma defesa que não terá seu melhor jogador, Diego Godín.

Há algo claro para o sábado. Após superar a dúvida da estreia contra a Jamaica e o duelo de estilos contra a Argentina, o Uruguai jogará a partida dos iguais contra um time espelhado quando entrar em campo. Os jogadores não têm claro e o técnico também. Contra o Paraguai será uma luta pela bola e há que converter o estilo. O jogo no "Modo Argentina" já não serve.

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