Pool da Copa América: Jornal vê semelhanças entre seleções argentinas de 1991 e a atual
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Por Vicente Muglia
Existem mais similaridades que diferenças. Ainda que as comparações sejam odiosas, há vários pontos em comum entre a seleção argentina que se consagrou campeã na Copa América de 1991 e a que pode festejar o título no sábado contra o Chile. O destino quis que, em ambas oportunidades, a Copa se disputa no país andino e o jogo decisivo se jogue no Estádio Nacional de Santiago. E outra coincidência exata que aproxima todavia os dois times: aquela seleção vinha de perder a final do Mundial do ano anterior (Itália 90) justo contra a Alemanha e também por 1 a 0. Sim, como sucede com a seleção atual.
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Aqui, uma lista de semelhanças e pontos díspares entre ambas seleções:
1) Mudança de treinador: Logo após o Mundial de 90, acabou o ciclo de Carlos Bilardo à frente da seleção argentina e seu lugar foi ocupado por Alfio Basile. Nesta etapa aconteceu algo similar: Alejandro Sabella se despediu da seleção e foi substituído por Gerardo Martino. Dois homens da velha escola do Estudiantes que deixaram seu cargo a treinadores aparentados com um estilo mais ofensivo.
2) A definição: Naqueles anos, a Copa América se definia mediante um quadrangular final em que se enfrentavam todos contra todos. Na de 91, Argentina, Chile, Colômbia e Brasil chegaram à esta instância. Após vencer por 3 a 2 o Brasil e empatar em 0 a 0 com o Chile, a seleção chegou ao último jogo contra a Colômbia com o objetivo de ganhar para dar a volta olímpica. Foi 2 a 1 para conseguir o título. Agora, claro, é diferente, já que a seleção argentina foi avançando mediante distintas fases.
3) Renovação: Aquele time de 91 sofreu uma forte renovação em seu plantel. Do time que perdeu a final do Mundial para a Alemanha só ficaram como titulares três jogadores: Goycochea, Ruggeri e Caniggia. Em troca, na seleção atual se encontra quase todo o time que caiu diante dos alemães no Brasil, salvo Pastore e Otamendi.
4) O estilo de jogo: A seleção de Basile ficou na memória não só pelo título, mas também pelo alto nível exibido. Dos sete jogos ganhou seis e empatou um. E teve demonstrações de um rendimento superlativo com aquele 4 a 1 sobre o Paraguai. Casualmente, o mesmo rival que sofreu a contundência da seleção de Tata. Tanto Basile como Martino coincidem na ideia de ser ofensivos a partir da posse de bola. Aquele time do Coco jogava no 4-3-1-2, um esquema diferente ao do selecionado atual porém a proposta ambiciosa era parecida.
5) O poderio ofensivo: Esta seleção desencantou na terça-feira contra o Paraguai com seus seis gols, porém ninguém pode negar que é um time onde sobra gol. Messi, Agüero, Tevez, Higuaín, Di María... Todos jogadores que são de converter muito em suas respectivas ligas, o que faz com que o time de Martino seja temido no ataque e baseiem sua maior virtude no que fazem de três quartos de campo para acima. Na de Basile, a dupla Canniggia-Batistuta foi letal para os adversários. Batigol, com seis gols, se converteu no goleador do torneio e o Pássaro foi considerado o melhor futebolista daquela Copa. Ambos assistidos por um enorme Leo Rodríguez, que naquele torneio ganhou o lugar de Diego Latorre e se converteu no homem de ligação da equipe, um lugar pesado que vinha de ser ocupado por um tal Diego Maradona.
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