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No Pan, Ana Tiemi não se arrepende de escolhas: 'Fui valorizada lá fora'


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Para os mais desavisados, vale o recado. A levantadora reserva da Seleção no Pan de Toronto (CAN) é brasileira nata, apesar dos olhos puxados que denunciam ligação com o Japão. Mas para sonhar com uma vaga nos Jogos Rio-2016, Ana Tiemi ainda tem um caminho longo a um ano do evento.

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A atleta, nascida em Nova Mutum (MT), é neta de japoneses por parte de pai e descendente de italianos por parte de mãe. Já foi apontada diversas vezes como a sucessora de Fernanda Venturini. Quando Fofão, outra referência do país, se aposentou da equipe, nos Jogos de Pequim, em 2008, Tiemi passou a ser nome frequente nas listas do técnico José Roberto Guimarães.

Com 1,87m, ela tem o trunfo de ser uma jogadora alta para a posição. Mas até hoje nunca se firmou.

A verdade é que a atleta já era alvo do treinador bem antes de Macris, a titular do grupo em Toronto, despontar. Só que faltava jogar. Afinal, ela ficou quatro anos na reserva no Osasco, de 2007 a 2011. Em 2011/2012, oscilou entre titular e banco no extinto Vôlei Futuro.

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O embalo na carreira só veio mesmo no exterior. O primeiro desafio foi a Turquia, onde vestiu a camisa do Bursa Büyüksehir, entre 2012 e 2014. No ano passado, se transferiu para o CSM Bucuresti, da Romênia. Jogou bem, mas ficou escondida.

– Não pensei em voltar ao Brasil em momento nenhum. Eu estava bem lá fora, feliz, sendo valorizada. Sei que o Zé está de olho em todo mundo, independentemente de estar dentro ou fora do país. Acho que se realmente ele está interessado, sabe de tudo. Não sei como, mas sabe – afirmou Ana Tiemi ao LANCE!.

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Propostas de clubes do Brasil não faltaram, mas a vontade era permanecer fora. Distante geograficamente, ela também se viu longe da Seleção à medida que Dani Lins, titular da posição nos últimos anos, e Fabíola ganhavam experiência.

Só em 2015 mudou de ideia e acertou com o Bauru, após enfrentar problemas de saúde no exterior. Ao mesmo tempo, o pedido de dispensa de Fabíola, que seria uma das concorrentes e agora tem futuro incerto no time, aumentou a expectativa de ir ao Rio em 2016.

– Estamos aí buscando. Desde 2009 que ele me convoca. Vou tentar agarrar essa oportunidade de uma vez. Acho que sem a Fabíola aumentam as chances, mas sem trabalho não dá. Então, eu tenho de correr atrás – declarou a jogadora.

Nesta quinta-feira, a Seleção enfrenta Porto Rico, às 20h (de Brasília), para chegar à final do Pan. Estados Unidos e República Dominicana brigam pela outra vaga, às 22h.

Bate-bola

Ana Tiemi, levantadora da Seleção Brasileira, em entrevista exclusiva ao LANCE!

LANCE!: Como está lidando com o ritmo de treino da Seleção? Muda o estilo de jogo em relação aos países onde você jogava?
Ana Tiemi: Muda completamente. Lá a gente não treina muito e aqui a gente treina todo dia, de manhã e à tarde. Lá é um pouco mais tranquilo. Então logo que eu chego aqui eu sinto um pouquinho a falta de ritmo e o volume de jogo que o Zé gosta. Então eu sinto dificuldade sempre que eu volto e até eu me adaptar leva um tempinho.

L!: Qual foi a maior dificuldade ao jogar no voleibol lá fora?
A.T: Acho que é a qualidade das atletas. A gente está acostumada com o nível do Brasil, e quando você chega lá, elas não são tão técnicas. No Brasil, você aprende na base e vai levando até o adulto, e lá você vê que elas não têm essa base.

L!: O que pesou na decisão de voltar para o Brasil?
A.T: A minha última temporada fora não foi muito legal. Eu fiquei doente, fiquei um mês ruim no hospital. Me senti meio mal, longe da família, não tinha minha mãe, meu namorado para me ajudar. Aí eu dei uma respirada e falei 'vou voltar'. Acho que o Bauru é legal, um projeto bacana, está no iniciando. A galera é muito bacana, fez de tudo para trazer de volta. Aí eu pensei em abraçar essa ideia, achei bacana.

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