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Olímpico não será trunfo para melhorias no contrato Grêmio/OAS

Protesto no Julio Delamare (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)
imagem cameraProtesto no Julio Delamare (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

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A Arena do Grêmio deveria ter sido concluída no último sábado, dia 30 de março, o que ainda não aconteceu. Com isso, a vistoria que garantirá a oficialização da troca de chaves entre o clube e a construtora OAS - que terá a posse do Olímpico - ainda não tem data para acontecer. Essa é apenas mais uma das dificuldades encontradas pelo Grêmio em sua transição do Olímpico para a Arena (veja alguns dos problemas abaixo).

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Na última terça-feir, uma reunião entre Fábio Koff, Paulo Odone e Duda Kroeff – os presidendes da "Era Arena" – e Raul Régis Freitas de Lima, o presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio, eliminou algumas rusgas entre os dois primeiros. Foi um passo importante para que o grande problema detectado pela atual administração do clube seja solucionado: o contrato entre Grêmio e a OAS não é rentável como o clube esperava.

O Grêmio tem direito a 65% do lucro gerado pela Arena, enquanto que a OAS fica com 35%. No entanto, o Grêmio precisa pagar cerca de R$ 43 milhões por ano à Arena Porto-Alegrense – empresa criada para administrar o estádio –, já que cerca de 25 mil sócios do clube não pagam por ingressos. Ou seja, a re-ceita do quadro social, cerca de R$ 66 milhões, fica empenhada praticamente por completo neste ponto. A OAS ainda repassa, anualmente, cerca de R$ 9 mi ao clube.

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O Grêmio, no entanto, não pensa na hipótese de usar o Olímpico como trunfo para obter melhorias no contrato. Essa, segundo Nestor Hein, integrante do Conselho Administrativo, é outra questão.

– Assim que a Arena estiver concluída, nós entregaremos, como está em contrato, e imediatamente o Olímpico. As assimetrias contratuais não guardam ligação com a troca das chaves – disse, ao LANCE!Net.

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No próximo dia 15, de posse do estudo da auditoria contratada para analisar o contrato, o Grêmio saberá como buscar a revisão de algumas cláusulas. O estudo será apresentado no Conselho Deliberativo e o próximo passo poderá ser dado. Para o bem da instituição Grêmio.

ALGUNS DOS PROBLEMAS RELACIONADOS À ARENA

Faltou planejamento...
Inauguração antes da hora, garantida por um aditivo do contrato. Alguns ajustes foram feitos horas antes do amistoso contra o Hamburgo.

Impasses com o MP
Necessidade de várias reuniões com o Ministério Público com o objetivo de liberar o estádio para cada jogo.

Gramado: a dor de cabeça
O estado do gramado na inauguração e no Jogo contra a Pobreza foi vexatório. Na derrota para o Huachipato chegou a ser usado como desculpa por Luxa.

Geral é interditada
Parte do alambrado da área destinada à Geral desaba contra a LDU e espaço sem cadeiras da Arena é interditado.

E o comportamento?
Cadeiras são quebradas por torcedores relocados do setor sem cadeiras.

Problemas fora da Arena
Problemas de trânsito externo, principalmente na saída. Obras no entorno ainda não foram concluídas.

Contrato: o problema
Contrato de 'aluguel' de espaço interno para sócios é questionado pela atual gestão, com valores (R$ 43 mi ano) que inviabilizariam financeiramente o clube.

Quem é que manda?
Seguranças do Grêmio barrados antes de um dos primeiros treinamentos do ano na Arena. Antes do jogo com o Caxias, novo 'barraco': funcionária daOAS queria levar uma pessoa no campo. Seguranças barraram, ela disse que eles eram clientes na Arena.

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