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'A Olimpíada é um dos meus maiores desafios', afirma Novak Djokovic

Novak Djokovic campeão do Masters 1000 de Miami (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
imagem cameraNovak Djokovic campeão do Masters 1000 de Miami (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
Dia 27/10/2015
23:07

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Um dos esportistas mais badalados no cenário mundial a 100 dias da Olimpíada de Londres, Novak Djokovic está faminto. Depois de ter conquistado quatro dos últimos cinco Grand Slams e o Prêmio Laureus – como melhor atleta de 2011 –, o sérvio não se cansa de vencer. E traça um objetivo claro para este ano: conquistar o ouro olímpico. Por tudo isso, o número 1 do mundo foi o escolhido do LANCENET! para abrir a série especial de reportagens e grandes entrevistas que marca a contagem regressiva centenária para a Olimpíada.

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Em papo muito descontraído em Miami (EUA), onde conquistou o título do Masters 1.000 no início do mês, Djokovic falou sobre ambições, o tênis sérvio e a nova geração que chega ao circuito.

O que significa para você ser o número 1 do mundo?
Novak Djokovic: Significa tudo na minha carreira. A realização de um objetivo da minha vida, e um sonho que se tornou realidade. Desde que comecei a jogar tênis, sonhei em ser o melhor no que fazia. Ter esta posição em minhas mãos, ter cinco títulos de Majors, e jogar o melhor tênis da minha vida é incrível. Então, estou lutando o máximo que posso para manter esta condição.

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Esta será a temporada mais dura de toda a sua vida por você ter tantos títulos importantes e pontos a defender no ranking mundial até o fim do ano?
Estou tentando não pensar nisso, deixar minha mente livre destas coisas. Não penso em defender pontos ou defender títulos. Penso em ir atrás das vitórias e das taças como todos os outros tenistas.

Depois de tantos títulos (dez) e marcas importante obtidas na última temporada, como fazer para manter a motivação nos treinos e sempre entrar em quadra com a mesma determinação?
A motivação está sempre presente. Sempre que vou para quadra jogo com paixão e coloco toda a minha dedicação neste esporte. Sempre darei meu 100%. É claro que já estou há muitos anos no circuito, ganhando muitos títulos e me mantendo entre os tops. Mas ainda sinto que tenho muitos anos pela frente, desde que esteja saudável e totalmente concentrado e determinado, para provar a mim mesmo e as outros jogadores que posso seguir no topo. Acordo todas as manhãs sabendo que amo este esporte. Isso me dá muita energia e me estimula a treinar com afinco e buscar sempre a perfeição do meu jogo.

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O que você prefere? Seguir como líder do ranking mundial até o fim do ano ou ganhar uma medalha de ouro em Londres?
Você sabe, os Jogos Olímpicos são um dos maiores desafios para mim neste ano e um dos maiores objetivos. Tentarei estar em forma para chegar a Londres em condições de brigar pelo ouro. Também tem Roland Garros (único Grand Slam que lhe falta) e, obviamente, quero seguir como número 1. Então, tenho mais de um objetivo para cumprir até o fim deste ano.

A Sérvia conta com você, Janko Tipsarevic (8 do ranking) e Victor Troicki (30) entre os tops. Como explicar tamanho sucesso do tênis sérvio, coroado com a conquista da Copa Davis em 2010?
Penso que a mentalidade e o desejo para ter sucesso e triunfar é o segredo. A gente vem de um país pequeno, sem grande tradição no tênis... E ainda assim encontramos motivação para fazer um monte de sacrifícios, ficar longe da família e seguir adiante mesmo sem termos uma grande estrutura por trás que nos ajude. Considerando tudo isso que tivemos de passar, com certeza alcançamos um sucesso enorme.

Por tudo o que você já conquistou, você é um ídolo e um herói nacional na Sérvia. Você acha que está conseguindo fazer as pessoas ao redor do mundo mudarem a visão que têm de um país que sempre foi marcado por guerras e movimentos separatistas?
É o que estou tentando fazer. Sou abençoado de estar nesta posição para representar meu país e viajar ao redor do mundo e dar às pessoas a possibilidade de falar sobre a Sérvia de uma maneira positiva. É uma responsabilidade, mas também é um prazer que eu tenho.

Atualmente, quão grande é a diferença entre você, Rafael Nadal e Roger Federer para os demais jogadores do circuito? Você inclui mais algum jogador nesta lista?
Murray também está perto. Temos um grande número de jogadores capazes de ganhar títulos importantes, como Majors e Masters 1.000. Nadal e Federer foram muito dominantes, e tenho respeito por eles. Mas há uma nova geração, jogadores em crescimento aparecendo. É bom para o nosso esporte que sempre haja esta renovação.

E quais jogadores você coloca como promissores nesta nova geração?
É sempre bom para o esporte ver caras novas no circuito. Sempre é um desafio para os jogadores mais experientes enfrentar estes jovens. (Milos) Raonic, por exemplo, tem um saque muito bom. Ele tem jogo para estar no Top 10, tranquilamente. (Grigor) Dimitrov é muito talentoso, (Bernard) Tomic também. Todos eles têm uma grande variedade nos golpes e no estilo de jogo. Mas a ascensão dependerá de quão consistentes eles conseguirão ser. Você sabe, sempre há a questão de como será a transição do juvenil para o profissional, a saída de torneios menores para o circuito da ATP, com participações em Grand Slams, Masters 1.000, ATP 500, onde os maiores estão jogando. É aí que eles precisam se firmar e arrancar vitórias contra jogadores do Top 10. E não será uma tarefa fácil.

Além do título do Aberto da Austrália, em janeiro, você ganhou também o último Masters 1.000, em Miami. Quão importante é isso para a temporada de saibro?
Estes títulos me dão muita confiança para a temporada no saibro. Chegarei melhor no Masters de Monte Carlo (no qual estreia nesta quarta contra Andreas Seppi). Não joguei este torneio no ano passado, então espero começar bem. Roland Garros, os Jogos Olímpicos e Wimbledon são as prioridades, mas quero ir bem nos outros torneios.

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