Mineirinho quer resgatar prestígio do Brasil no WCT após 'deslize' em Fiji
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O fato de ser o melhor surfista do mundo no momento traz alegria, mas ao mesmo tempo certa apreensão. Adriano de Souza, o Mineirinho, quer se livrar do segundo sentimento a partir desta quarta-feira, quando começa a janela da etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, do Circuito Mundial (WCT), por volta das 2h (de Brasília).
A fase de glórias do Brasil, comandada pelo paulista, recebeu um balde de água fria no evento mais recente da temporada, nas Ilhas Fiji, em junho. Pela primeira vez em 2015, o país ficou fora das semifinais. Isso depois de quatro etapas consecutivas com brasileiros no pódio (três títulos e um vice).
Até então, eles ainda vibravam com o melhor início do Brasil na história do WCT. A contribuição de Adriano foi dada com a conquista em Margaret River (AUS) e o vice em Bells Beach (AUS). Fora o veterano, Filipe Toledo faturou as etapas de Gold Coast (AUS) e do Rio.
Os representantes da "Brazilian Storm" que chegaram mais longe na Oceania foram Wiggolly Dantas e Ítalo Ferreira. Ambos caíram nas quartas de final. Líder do ranking, com 28.000 pontos, Mineirinho foi eliminado na terceira rodada. Os resultados ligaram o alerta do grupo, mas não abalaram a confiança.
– Apesar de o Gabriel (Medina, atual campeão mundial) ter vencido lá no ano passado, Fiji é um campeonato muito difícil. Eu realmente esperava um desempenho melhor, mas acontece. Tenho certeza de que será diferente em Jeffreys Bay – avaliou Mineirinho, ao LANCE!.
O deslize recente não chegou a ameaçar o domínio verde e amarelo na corrida pela taça a seis etapas do fim. Filipe é o segundo na temporada, com 27.450 pontos. Owen Wright (AUS), com 26.150, que venceu em Fiji, é quem mais ameaça.
O cuidado para não deixar o ritmo cair, como aconteceu com Medina, que hoje amarga a 20ª colocação, é uma preocupação de Mineirinho. Conhecido como "Capitão Nascimento" pelos novatos, o atleta de 28 anos sai em defesa do companheiro e ao mesmo tempo rival.
– Não sei bem o que aconteceu com o Gabriel, mas basta um bom campeonato e pronto: ele voltará a ser favorito. Há coisas no esporte que às vezes não dependem de nós. Parte muito da natureza – disse.
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Mineirinho estreia contra americano e dono da casa
Na tentativa de garantir a liderança do ranking mundial, Adriano de Souza terá uma estreia aparentemente tranquila na etapa de Jeffreys Bay. Os primeiros rivais do brasileiro, na sexta bateria, serão o americano Kolohe Andino (30º) e o sul-africano Slade Prestwich, do WQS, que não disputou nenhuma das etapas do WCT neste ano e entra como convidado da organização.
Vice-líder, Filipe Toledo caiu na quarta bateria, contra os americanos Adam Melling e Dane Reynolds. Já Gabriel Medina, atual campeão mundial, tentará iniciar a recuperação contra Joel Parkinson (AUS) e Keanu Asing (HAV), na 12ª bateria.
O Brasil ainda terá outros seis representantes no evento: Miguel Pupo, Alejo Muniz, Tomas Hermes, Wiggolly Dantas, Ítalo Ferreira e Jadson André. A janela da etapa se encerra no dia 19 de julho.
BATE-BOLA
Adriano de Souza, líder do WCT, ao LANCE!
'Nós temos de criar novos ídolos'
O que fazer para seguir líder?
Treinar, treinar, treinar, me alimentar bem e, o mais importante, competir bem. Acho que contar com um pouco de sorte também seria bom, não é?
Ser líder a seis etapas do fim do campeonato é bom ou ruim?
Ser líder sempre é bom. Mas terminar o ano líder é melhor ainda. Vamos ver como iremos terminar o ano.
O sucesso do surfe no Brasil veio para ficar ou é algo passageiro?
Tenho certeza que (veio) para ficar. Mas, apesar de o Gabriel (Medina) ter sido importante, ele não pode puxar o público sozinho. Temos de criar novos ídolos o mais rápido possível. o tudo acontecesse, ele não pode ficar sozinho puxando o público. Temos que criar novos ídolos o mais rápido possível. Mas, com o Filipinho em ascensão – para não falar de todos os brasileiros que estão no circuito e no WQS, e a Silvana no feminino – estamos muito bem servidos.
Como tem sido para você, que é mais velho, a experiência de liderar um grupo de jovens surfistas?
Poxa, assim vocês acabam comigo, né? Eu só tenho 28 anos e estou na melhor forma da minha vida! (risos) Mas com certeza, os jovens estão vindo com tudo, chegam ao CT com 18, 19 e 20 anos, mas com a cabeça pronta. Acho que em certo ponto é bom um sangue novo no tour. Eu acabo aprendendo muito com eles também e vou me reinventando.
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