Mesmo visado por adversários, problema do Atlético-MG não é a tática
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Com o destaque, vem os holofotes e a evidência. Foi isto que ocorreu com o Atlético-MG nos dois confrontos diante do Tijuana. Porém, a marcação forte dos Xolos não foi a única coisa a incomodar o jogo do Galo.
O goleiro Victor revelou que houve uma debilitação física dos jogadores, que pegaram virose na volta ao Brasil. Mesmo assim, não se pode ignorar que o técnico Antonio Mohamed soube mudar seu esquema tático do 4-4-2, para o 3-5-2 e teve enorme êxito ao impedir as infiltrações do quarteto ofensivo do Alvinegro (Ronaldinho, Diego Tardelli, Bernard e Jô).
Logo no começo da partida, o jogada clássica de saída de bola, com chutão da zaga para Jô, foi cortada pelo ataque mexicano e Riascos deu o primeiro chute perigoso. Era o sinal que o Galo teria dificuldades.
Agora, para a sequência da Libertadores, o Alvinegro pegará um Newell's Old Boys de ótima defesa (o técnico Santiago Vergini e o experiente Gabriel Heinze) e um ataque superveloz com Maxi Rodriguez e o artilheiro Ignacio Scocco.
Dificilmente o Galo mudará a sua postura de jogo, adotada desde o Brasileirão de 2012. Mas, até o dia 3 de julho, primeiro jogo da semifinal, Cuca pode trabalhar melhor a recomposição da defesa e melhorar a marcação dos pontas Bernard e Diego Tardelli nos laterais adversários.
PALAVRA DE ESPECIALISTA:
Léo Gomide (BandNews FM BH)
"Pelo que o Atlético vem apresentando na temporada, com certeza o jogo contra o Tijuana foi atípico. Porém, o time mexicano teve totais méritos. Neutralizou o trio Ronaldinho, Tardelli, Bernard, o que fez com que Jô pouco fosse acionado. Talvez o placar feito no México tenha 'acomodado' o time, assim como aconteceu no segundo jogo contra o Cruzeiro. Mesmo diante das dificuldades, não creio que o Atlético tenha de rever seu plano de jogo"
Mauro Beting (Colunista do LANCE!)
"Mesmo após uma atuação ruim, não vejo necessidade de mudança tática e nem de entrada de um jogador reserva no Atlético. Acredito que o Tijuana soube anular e foi melhor que o Atlético nos 180 minutos da disputa das quartas de final. Acho que o time mineiro pecou mesmo na questão física e emocional. Talvez os jogos de quarta e domingo e o fato de o Cuca ter escalado titulares importantes contra o Coritiba tenha influenciado a atuação do Galo. O Atlético continua tendo futebol superior do que as outras três equipes restantes na Libertadores"
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