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Médica da CBDA: 'Mundial pesou para Cielo não ser suspenso'

Alexandre Oliveira é 'batizado' em treino do Botafogo (Foto: Alexandre Loureiro)
imagem cameraAlexandre Oliveira é 'batizado' em treino do Botafogo (Foto: Alexandre Loureiro)

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Sandra Soldan, médica responsável pelo controle de doping da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), revelou ao LANCENET! que a proximidade do Mundial de Xangai (CHN), que começa no dia 24 de julho, foi determinante para que Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Vinícius Waked e Nicholas Santos não fossem suspensos pela entidade - receberam apenas uma advertência pelo teste positivo da substância furosemida (diurético).

A furosemida é a mesma substância que a também nadadora Daynara de Paula foi testada e suspensa por seis meses no ano passado. Questionada pela reportagem sobre a diferença dos casos, Sandra Soldan afirmou:

- A Daynara está em início de carreira, tinha de aprender de alguma maneira. Ela foi pega em uma competição internacional (Sul-Americano) e a suspensão não influenciaria em nada no calendário dela. Os meninos têm o Mundial daqui 20 dias, e isso pesou na decisão para não serem suspensos. Foi um fator determinante, mas também não foi só isso que contou - declarou a médica.

Segundo Sandra Soldan, o doping dos quatro nadadores foi uma fatalidade. De acordo com ela, um suplemento que os nadadores tomam há alguns anos foi a porta de entrada para a furosemida, como revelado pela CBDA. Sandra diz que a farmácia de manipulação localizada em Santa Bárbara D'Oeste, responsável por fazer o suplemento, "não teve limpeza ideal na bancada de manipulação na hora de preparar uma fórmula para um atleta de alto rendimento como o Ceasr Cielo".

FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO ASSUME CULPA

Soldan revelou que a farmácia de manipulação enviou um comunicado à Confederação Brasileira admitindo a culpa na contaminação dos suplementos dos atletas, fato que foi usado pelos nadadores na defesa apresentada no Painel, nessa sexta-feira. Sandra Soldan, inclusive, foi a responsável por enviar o documento ao LADETEC, laboratório do Rio de Janeiro, que reconheceu a contaminação.

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