Lucrativas, arenas de Verdão e Timão já viram alçapões: compare!
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As duas arenas de São Paulo são sucessos de público e renda desde que foram inauguradas. E apesar de ambos os times já terem passado por momentos turbulentos jogando em casa, Corinthians e Palmeiras também já podem se gabar de um alto rendimento atuando dentro de seus estádios.
Timão e Verdão já ostentam mais de 70% de aproveitamento em casa. O Alvinegro, que fez mais jogos, chega aos 77,5% nas partidas realizadas desde maio de 2014. O Alviverde conquistou 73,3% dos pontos desde que abriu o Allianz Parque, em novembro do ano passado.
O Timão foi a campo na Arena Corinthians 40 vezes: 28 vitórias, nove empates e três derrotas (para Figueirense, em 2014, Palmeiras e Guaraní-PAR, em 2015). O Palmeiras jogou 25 vezes no reformado estádio: 17 vitórias, quatro empates e quatro derrotas (Sport, em 2014, Corinthians, Ponte Preta e Goiás, em 2015).
Foram 76 gols do Timão em casa no período: média de 1,9 por jogo. A equipe foi vazada 26 vezes (0,65). Os momentos críticos: eliminações para Palmeiras, na semi do Paulistão, e Guaraní, nas oitavas da Libertadores. Do outro lado da cidade, o Verdão marcou 44 gols (1,76) e sofreu 13 (0,52). Momentos críticos: derrota na abertura, o "quase rebaixamento" no Brasileirão de 2014 e derrota para o Corinthians em fevereiro.
Casa cheia, time forte. Ambos apostam na força de seus estádios para conquistar o Brasileirão. O Palmeiras atualmente não perde há sete jogos (desde o tropeço para o Goiás) no Allianz Parque: cinco vitórias e dois empates (um deles pela Copa do Brasil). O Corinthians não é batido desde a derrota para o maior rival: cinco vitórias consecutivas.

Repórter do dia a dia do Timão
"Não há dúvidas de que o Corinthians transformou sua Arena em caldeirão. Mesmo que o Figueirense tenha carimbado a inauguração, em maio do ano passado, e que não dê para apagar as sofridas eliminações para Palmeiras (Paulistão) e Guaraní (Libertadores), o estádio de Itaquera saiu melhor do que a encomenda. A história do Pacaembu não se apaga, mas agora existe uma casa, e ela virou fortaleza.
Os números já comprovam que é difícil para o rival se dar bem lá. O gramado "padrão europeu", um tapete escorregadio, prega peças em quase todos os jogos. Até por isso, Tite vira e mexe leva sua equipe para treinar no local.
A Arena Corinthians, como as novas arenas, tem a torcida no cangote do adversário. Ainda há, como em todos os lugares, aqueles deslumbrados, que preferem "selfies" a gritos. Mas o barulho dos corintianos é grande. As organizadas ficam atrás de um dos gols, no único setor sem assentos.
O Setor Oeste, o mais caro, ainda é o ponto negativo, pois não enche. A capacidade de cerca de 48 mil lugares nunca teve sua totalidade, até porque ainda há adaptações a serem feitas após a Copa do Mundo - que ocorreu há mais de um ano. A demora é um ponto a ser criticado, mas a expectativa é que a casa, mais cheia, será ainda mais caldeirão."

Repórter do dia a dia do Verdão
"A reformulação palmeirense teve como um de seus alicerces o Allianz Parque. O (fraco) time de 2014 jogou duas vezes na arena na reta final do Brasileiro e não venceu. Ainda assim, o torcedor já lotava o novo Palestra.
Em 2015, tudo mudou no Verdão, e isto empolgou a torcida. A arena alviverde sempre recebe bons públicos e quando não tem protestos das organizadas torna-se, de fato, um caldeirão.
Os jogadores são só elogios por conta do apoio vindo das arquibancadas e, em campo, vêm correspondendo. De volta à sua casa, o Palmeiras é de novo muito difícil de ser batido como mandante. Em oito jogos no Allianz Parque neste Brasileiro, apenas uma derrota, ainda com Oswaldo de Oliveira."
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