Justiça do Rio recebe denúncias de contrabando contra Diguinho e Sheik

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O juiz Gustavo Pontes Mazzocchi, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, recebeu nesta terça-feira a denúncia pelos crimes de lavagem de dinheiro e contrabando contra os jogadores Diguinho, do Fluminense, e Emerson Sheik, do Corinthians. A decisão será publicada nesta quarta. Com isto os dois passam à condição de réus no processo criminal, e dependerão de autorização judicial para viagens ao exterior.
O Tricolor, por exemplo, jogará na próxima quarta-feira em Buenos Aires contra o Boca Juniors, pela Copa Santander Libertadores. A partir da intimação pessoal, os respectivos advogados terão 10 dias para apresentar defesa. Com elas, caso o juiz se convença da inocência, pode absolvê-los sumariamente. Caso contrário, prossegue com a ação penal, ouvindo as testemunhas da acusação e da defesa e, em seguida, interrogando os réus.
A decisão do juiz surpreendeu ao advogado de Diguinho, Itamar Gomes, que insiste que o jogador agiu de boa fé. Ele argumenta com o fato de Mazzocchi ter autorizado a devolução do BMW ao jogador, mediante uma caução judiciária (garantias de pagamento do preço do veículo, avaliado em R$ 315 mil). Ao autorizá-la, porém, o juiz disse que não considerava totalmente provada a boa fé do jogador, pois faltava prova de que ele realmente comprou o carro de terceiros sem saber da importação ilegal do mesmo. Apesar de autorizado, o jogador ainda apresentou a caução para receber o veículo.
O advogado Ricardo Cerqueira, defensor de Emerson, acredita na absolvição sumária do cliente. Segundo ele, a questão de ter pago um valor (R$ 315 mil) e, na nota, constar outro menor (R$ 200 mil) é de responsabilidade da concessionária. Cerqueira explicou que a ordem de pagamento feita pelo Sheik, por meio do Banco do Brasil, para a exportadora Fun Rides, nos Estados Unidos, foi orientação da concessionária. Para a Procuradoria da República, este pagamento é uma evidência de que Emerson não queria aparecer como dono do carro. Ele foi registrado no Detran como da Orla-Rio Associados Ltda, dona dos quiosques à beira-mar da cidade do Rio.
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Emerson foi denunciado duas vezes por contrabando por estar envolvido na compra ilegal de duas BMW. Além da registrada pela Orla-Rio, o outro carro foi o repassado a Diguinho. Ele foi comprado por Emerson na Euro Imported Cars, de propriedade de Haylton Carlos Escafura, filho de José Caruzzo Escafura, o bicheiro Piruinha. A revendedora usou novamente a importadora Rio Bello. A venda, conforme a nota fiscal, foi em 29 de outubro de 2010, por R$ 200 mil, sendo R$ 40 mil de IPI. No dia 20 de dezembro, o carro foi devolvido à Euro Cars, que emitiu nota de devolução. A loja pagou a Emerson R$ 160 mil e, no mesmo dia, o carro foi para Diguinho pelos R$ 200 mil (R$ 40 mil de IPI). Em 10 de janeiro o jogador do Tricolor devolveu o carro em uma nota fiscal e o comprou de novo em outra.
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