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Jeff Stoughton: fé no título mais especial da carreira

Jeff Stoughton (Foto: Andy Clark/ Reuters)
imagem cameraJeff Stoughton (Foto: Andy Clark/ Reuters)
Dia 27/10/2015
23:07

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Três campeonatos nacionais e dois Mundiais. Estas são as maiores conquistas da bagagem de Jeff Stoughton, um dos maiores campeões e renomados jogadores de curling do Canadá, maior potência do esporte.  

Esses títulos fizeram com que Jeff, natural de Winnipeg, capital da pronvícia de Manitoba, entrasse para o hall dos maiores jogadores da História do esporte no país. Foram poucos os atletas que conseguiram vencer o Brier, como é chamado o campeonato canadense, e o Mundial em mais de uma oportunidade.

Apesar da longa carreira e o número de conquistas expressivas na carreira, Jeff Stoughton, capitão da seleção canadense, considera o troféu do Campeonato Mundial, erguido no último domingo, em Regina (CAN), o mais especial.

- Este Mundial foi o melhor de todos. Conquistá-lo poder e compartilhá-lo com a minha família, que viu de perto a decepção dos últimos, foi bem especial - confessou Stoughton, de 47 anos, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net!.

Confissões que não pararam por aí. O bicampeão mundial também disse que em nenhum momento viu sua equipe ameaçada durante a competição. Confiança de sobra nas pistas de gelo.

> Veja os principais trechos da entrevista com Jeff Stoughton:

Falta apenas um campeonato nacional para você igualar os grandes campeões Kevin Martin, Randy Ferbey e Ernie Richardson. Você pensa em bater essa marca?
Ainda não estou pensando nisso. Quando me aposentar quero olhar para trás e lembrar que minha carreira pode ser comparada com grandes nomes do esporte.

Como você se sentiu depois de ganhar um campeonato nacional pela sua província (Manitoba) depois de 12 anos?
Muito feliz. Depois de muito trabalho e perseverança, finalmente conseguimos.

O último campeão mundial vindo de Manitoba foi exatamente você em 1996. Como você se sente?
Acho que sou sortudo. Há tantos bons times no Canadá. É uma honra representar minha província e meu país.

Você acreditou no título do Campeonato Mundial? Em algum momento tomou um susto capaz de achar que o Canadá seria eliminado?
Nossas expectativas eram muito altas e por isso acreditávamos no título desde o início. Nosso time vinha treinando e jogando muito bem e qualquer outro resultado seria uma decepção.

Você se surpreendeu com algum resultado no Mundial de 2011?
Sim. Me surpreendi com o fato da Noruega não ter conquistado uma medalha.

Qual foi o momento mais especial da sua carreira?
 Este Mundial foi o melhor de todos. Conquistá-lo e poder compartilhá-lo com a minha família, que viu de perto a decepção dos últimos anos, foi bem especial.

Você pretende jogar as principais competições por mais quantos anos?
Boa pergunta. Primeiro, vamos tentar disputar o Brier no ano que vem. Depois disso, ainda não decidi.

Quais são as seleções que podem ameaçar o curling canadense em um futuro próximo?
Há grandes equipes na Noruega, Suécia e Escócia. Além dessas três, observo com atenção os times da China e dos Estados Unidos.

O curling ganhou muitos fãs no Brasil após os Jogos Olímpicos de Vancouver. Você sabia desse sucesso?
Eu não sabia. Acho muito interessante o esporte crescer em países que não tem tradição no esporte como o Brasil.

Conhece a Seleção Brasileira de curling? O que sabe dela?
Não conheço. Eu também não sabia da existência do time. Desejo sucesso a todos!

Você já visitou o Brasil? Se sim, o que mais gostou? Se não, que cidades gostaria de visitar?
Eu adoraria viajar para o Brasil para fugir dos nossos invernos gelados. Quero visitar o Rio de Janeiro por causa da sua história e claro, pelas belas praias.

O que tem a dizer para os fãs brasileiros de curling?
O curling é um esporte da vida. Qualquer um pode jogar. Experimentem! Vocês vão adorar.

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