Itaú Unibanco investe mais em futebol por conta da Copa do Mundo de 2014

- Matéria
- Mais Notícias
Patrocinador da Copa do Mundo de 2014 e da Seleção Brasileira, o Itaú Unibanco é uma das empresas que tem mais investido em mídia nesses meses que antecedem o Mundial de futebol no Brasil. Nessa entrevista exclusiva ao Lance!, o superintendente de marketing do banco, Eduardo Tracanella, fala como a instituição financeira tem utilizado o evento e a equipe brasileira em sua estratégia no mercado e afirma que “nem nos piores pesadelos” ele pensa em derrota do Brasil na Copa.
Por ter o futebol como um dos pilares da comunicação do banco no mercado brasileiro, Tracanella diz que o Itaú recebeu diversas propostas para investir em naming rights das novas arenas do país, mas aponta que esse tipo de investimento não faz parte da estratégia do banco no momento.
- Como a Copa do Mundo está inserida na estratégia do Itáu?
O Esporte, com foco em Futebol, é um dos pilares de nossa comunicação ao lado de outras áreas como Educação e Mobilidade Urbana. Nosso grande objetivo é trazer o lado positivo do futebol e enaltecer o protagonismo da torcida brasileira, pois ela muda o jogo. O próprio técnico da Espanha, Vicente Del Bosque, comentou isso após a final da Copa das Confederações.
– Quando a Copa do Mundo passou a fazer parte da comunicação do banco?
Copa do Mundo é um assunto antigo no Itaú. Fomos a única marca a apoiar a candidatura do Brasil para sediar o Mundial, em 2006. Passamos a patrocinar a seleção brasileira, em 2008, parceria essa que foi extendida até 2022 no final do ano passado. Fechamos o patrocínio local da Copa do Mundo, em 2009. Já no final do ano passado realizados diversas ações voltadas para o sorteio das chaves do Mundial e desde então passamos a investir fortemente em mídia.
– Que ações estão sendo realizadas?
Iniciamos esse ano com uma promoção de ingressos para nossos clientes e agora estamos em uma fase de muitas ações na mídia. A trilha “Mostra tua força Brasil” gerou um engajamento muito forte e tem um potencial grande ainda até a Copa do Mundo. Além disso, estamos com a ação “Brasileiros de Coração”, que são episódios de 90 segundos contando a história de torcedores ilustres da Seleção Brasileira e que ao final será montado um mini-documentário que será veiculado nas salas de cinema do Itaú. E junto elaboramos uma bola com sensor para captar os batimentos cardíacos dos brasileiros que no final servirá de base para montar uma grande batucada. E essa bola será entregue para o David Luiz, às vésperas da Copa, para mostrar a paixão que os brasileiros têm pela seleção.
– E quais os resultados com essas ações até o momento?
Estamos muito feliz com as ações. Nossa categoria não tem muita similaridade com a Copa do Mundo pois somos um banco e os torcedores não bebem Itaú. E por conta disso o desafio para nós é muito maior mas achamos um jeito de falar sobre o evento para se conectar com os brasileiros. Monitoramentos mostram que estamos entre as marcas mais lembradas em relação à Copa do Mundo.
– Por ser um ano de Copa do Mundo, quanto aumentou em investimento e número de ações em relação ao ano passado?
A diferença não é tão grande pois nosso orçamento é bem controlado e também investimos em outras áreas além do Esporte. Mas com certeza deixamos de fazer outras coisas para concentrar uma parte nas ações de Copa do Mundo.
– Que ações de ativação o banco irá realizar durante os jogos do Mundial?
Vamos fazer um trabalho enorme de relacionamento com os clientes que iremos levar para os jogos. E todos os patrocinadores têm espaços ao redor do estádio e a Copa das Confederações foi um treino para nós para saber a melhor maneira de utilizá-lo para ativar a nossa marca. Além disso, iremos realizar ações específicas durante as Fan Fests que irá surpreender o público e deve ser marcante para as pessoas. Mas ainda não posso dar detalhes sobre elas.
– Os protestos influenciaram de alguma forma a estratégia do banco para a Copa?
Os bancos foram alvos dos manifestantes não por eles serem contra os bancos, mas sim por esses estabelecimentos estarem no meio do caminho deles. Não há uma ação direta contra os bancos. E por conta dessas manifestações, a Copa das Confederações foi mais uma vez um treino para nós em questão de logística e organização das ações que vamos realizar. Foi feito um monitoramento e vimos que e um caminho seguro e nenhuma vertente dos protestos será um adversário para a nossa estratégia.
– O Itaú também tem se preparado para uma eventual derrota do Brasil na Copa? Estão pensando em alguma ação caso isso ocorra?
Não pensamos nisso nem nos piores pesadelos. Nossa estratégia está voltada para ocorrer até a data final do torneio e estamos otimistas quanto a isso.
- Com os novos estádios, o banco foi procurado para investir em naming rights?
Muito se falou disso mas não teve nada de concreto. Os convites vieram de todos os lados, de maneira formal ou informal, mas nada avançou pois essa não é a nossa estratégia nesse momento.
–O que você achou da lista de convocados para a Copa?
Como brasileiro, acho que o Felipão foi muito coerente e o trabalho que ele vem fazendo à frente da Seleção é muito consistente. Não achei que teve maiores surpresas e isso é bom.
– E sobre a organização da Copa do Mundo, qual a sua avaliação?
Primeiro que o evento ainda nem começou. Mas no final tudo vai dar certo e vai funcionar como o esperado. Mas essa parte é melhor deixar a Fifa e o Governo cuidarem pois nós cuidamos de banco.
- Matéria
- Mais Notícias