Greve de operários no Mineirão gera contradição
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Na véspera do evento que marcará a contagem dos 1000 dias para a realização da Copa do Mundo de 2014, operários que estão envolvidos nas obras de modernização do Mineirão cruzaram os braços. Na manhã desta quinta-feira, os trabalhadores decidiram paralisar o serviço para solicitar equiparação salarial com São Paulo, cujo valor é de R$ 1.150,00, aumento no valor da cesta básica de R$ 60 para R$ 160 e passar o plano de saúde individual para familiar.
A informação foi passada por Osmir Venuto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte, também conhecido por "Marreta". Segundo ele, a decisão não tem a ver com a presença - ainda não confirmada - da presidente Dilma Rousseff no evento desta sexta-feira que marcará a inauguração do relógio regressivo para a realização da Copa.
- Os trabalhadores decidiram parar porque querem aumento salarial, aumento da cesta básica e plano de saúde para os familiares. Quem cuida do interesse deles é o Siticop, mas como ninguém foi lá, tivemos de ir para dar apoio. Mandamos todo mundo para casa e sem data para voltar aos trabalhos. Trabalhador não quer saber de evento de mil dias, não - disse Venuto.
Como o órgão não é o oficial dos trabalhadores do Mineirão, que estão ligados ao Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Belo Horizonte (Siticop), o LANCE!NET tentou contato com o presidente José Antônio, mas não obteve retorno da ligação telefônica.
A Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo (Secopa) informa que neste início de tarde o trabalho foi retomado e existem homens e máquinas atuando. Ainda segundo a assessoria da Secopa, a paralisação só ocorreu por conta de membros do sindicato não oficial que teriam agido com truculência e feito pressão para que os operários encerrassem o expediente.
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