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A.J. Foyt: a lenda das 500 Milhas de Indianápolis


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Ninguém simboliza melhor o espírito das 500 Milhas de Indianápolis do que Anthony Joseph Foyt Junior. Lenda nos Estados Unidos, onde conquistou 159 vitórias, entre Fórmula Indy, Nascar e Midget Cars, em 46 anos como piloto, A.J. dirige hoje a equipe do brasileiro Vitor Meira na IndyCar. Com simplicidade e o indefactível sotaque do Texas, sua terra natal, A.J. atendeu o LANCE! como se o fato de ser idolatrado fosse normal.

- As 500 Milhas são a prova mais importante de todas, primeiro de tudo, por causa da tradição, e em segundo lugar, porque é a corrida mais dura de todas. Além disso, diversos pilotos de Fórmula 1 já disputaram as 500 Milhas de Indianápolis e a venceram. É sempre um momento bonito para nós - disse Foyt, que recebeu uma série de homenagens pelo centenário da competição, como a de ser pilotohonorário do carro-madrinha.

Único a vencer as 500 Milhas de Indianápolis, as 24 Horas de Le Mans, e as 24 Horas e 500 Milhas de Daytona, Foyt foi um dos últimos ícones da era romântica do automobilismo. Ficou famoso o episódio em que, já nos anos 80, ele mesmo consertava nos boxes o carro que pilotava – veja abaixo a sequência. Há até pouco tempo, A.J. resistia ao uso da telemetria nas regulagens do carro. Ele se rendeu, com ressalvas.

- É interessante porque hoje você vê onde piloto erra na pista, o que não era possível. Agora, você pode chegar nele e dizer que errou na curva 2 ou 3. Antes você tinha de ser não só um grande piloto, mas transmitirmuito mais informações. Hoje ele precisa de um grande time em volta, um engenheiro pode mostrar as coisas no computador. Nesse sentido, ficou mais fácil - salientou.

Aos 76 anos, Foyt nem pensa em ficar em casa. Ele ainda quer muito sentir cheiro de gasolina e ouvir ronco de motor: - A motivação é liderar uma equipe, lidar com os patrocinadores, com os pilotos. Vitor Meira, por exemplo, é um ótimo piloto, gosto muito dele!

Bate-bola com A.J. Foyt

1- Qual foi a sua maior emoção nesses anos todos em Indianápolis?
Ter sido um dos mais jovens a ganhar a prova e depois vencer o campeonato e ainda ter sido o primeiro a vencer por quatro vezes. Mas o mais duro foi ter classificado pela primeira vez. Antigamente havia quase cem inscritos, enquanto hoje em dia há no máximo 40. Você via todas as fábricas, motores e pneus envolvidos, era difícil entrar.

2- Em 1982 ficou para a antologia a sua cena consertando o próprio carro na prova. Como foi aquilo?
Na época, eu fazia quase todo o trabalho. Eu mesmo mexia no carro, a equipe era minha, eu tinha de desenhar o carro porque não tinha orçamento para contratar os engenheiros. Era aquela de que "para ficar bom, faça você mesmo" (risos).

3- Você gostaria de ver em Indianápolis uma briga entre um Dario Franchitti (tricampeão da IndyCar) e um Fernando Alonso (bi da F-1)?
São tipos de corrida completamente diferentes, claro. Agora, temos na IndyCar muito mais circuitos mistos. Na minha época, venci em Daytona e em Le Mans. Tinha amigos na Europa, como Jim Clark e Ayrton Senna, que eram pilotos fantásticos. Nada contra os mistos, mas prefiro muito mais os ovais!

4- Quem foi seu maior rival?
Parnelli Jones era um dos mais duros, Rodger Ward também era difícil e competi com Al Unser desde jovem. Todos eram muito duros!

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