Fahel cresceu ouvindo histórias de Garrincha

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Fahel pode completar, neste domingo, 100 jogos pelo Botafogo. No entanto, sua história com o Glorioso começou antes de o jogador imaginar vestir o uniforme alvinegro pela primeira vez. Inclusive, ele não era nem nascido quando o pai, Agilson, teve a oportunidade de ficar próximo de Garrincha e deu início a esta trajetória da família Mattos com o clube de General Severiano.
Tudo começou em Teófilo Otoni (MG), em 1972. Os fazendeiros lamentavam o fato de o América, clube da cidade, não conseguir levar público para o estádio. Foi quando tiveram a ideia de conseguir um atrativo a mais para a equipe.
Exemplo em casa: pai de Fahel jogou com Garrincha
A proximidade de um dos diretores do América de Teófilo Otoni com pessoas ligadas ao Botafogo convenceu Garrincha a defender o clube mineiro por um curto período. Agilson, então volante da equipe, não acreditou muito nesta possibilidade até ver o Mané entrar no gramado do estádio.
– Disputávamos alguns campeonatos regionais e confesso que fiquei surpreso quando ele chegou. O Garrincha era um cara muito brincalhão e logo de cara nos aproximamos. Sempre saíamos após os treinos para comer uma carne de sol em um restaurante que eu frequentava. Ele era uma pessoa muito simples e muito engraçada – recorda.
Garrincha ficou no América por pouco mais de um mês, mas sua presença foi suficiente para o público lotar os estádios, tanto nos treinos quanto nos jogos da equipe. Seu Agilson guardou com carinho as histórias que passou ao lado de Garrincha e as contou ao filho famoso.
– Cresci ouvindo as histórias do Garrincha. Por isso, criei um carinho enorme pelo Botafogo desde pequeno. Nunca chegarei perto do que o Garrincha representou para cá, mas sempre pensei em fazer o meu melhor. Chegar a esta marca de 100 jogos pelo clube é algo que me enche de satisfação – finalizou Fahel.
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