Fabricio Werdum: saída de Velásquez do UFC 180 foi ‘estratégia de equipe’
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A poucos dias da luta mais importante de sua vida, Fabricio Werdum esbanja confiança. O brasileiro, que enfrenta Cain Velásquez pelo UFC 188, neste sábado, em duelo que vai unificar os cinturões (absoluto e interino) da categoria dos pesados, está há mais de um mês na região de Salazar, localizada no município de Lerma, que fica no trajeto entre Toluca e a Cidade do México, onde o combate acontece. Em entrevista por telefone com o LANCE!, o gaúcho falou sobre sua preparação, o plano de luta para o confronto e chegou a fazer uma acusação em relação ao rival, que, segundo Werdum, teria cancelado o duelo previsto para novembro passado por "estratégia da equipe".
Velásquez acusou uma lesão no joelho em outubro, a poucas semanas da disputa de cinturão marcada contra Fabricio para o dia 15 de novembro de 2014. Na ocasião, a organização escalou Mark Hunt como substituto, Werdum o nocauteou na luta principal do UFC 180, que também foi na Cidade do México, e conquistou o cinturão interino. Ao ser perguntado se considero seu título interino como o verdadeiro, o brasileiro argumenta e diz que a baixa do rival não passou de uma estratégia.
- São quase dois anos que o Velásquez não luta, estou lutando direto. Eu, no dia em que a luta foi marcada, estava ali para lutar. Ele não apareceu. Tenho certeza de que foi uma estratégia da equipe dele. Ele estava machucado, realmente, teve uma cirurgia, mas não era para tanto, não era coisa de urgência como ter que fazer cirurgia sem poder nem caminhar. Não era! Era uma coisa no início, bem simples, Não precisava operar antes da luta. Ele podia ter lutado comigo e depois operar. Então, com certeza, foi uma estratégia, porque ele sabia que eu estava aqui (no México) há algum tempo, eles viram que eu estava com muita vontade. Mas não adiantou de nada, porque eu estou com muita vontade ainda. A estratégia deles não vai funcionar - declarou o campeão interino dos pesados ao L!.
Acostumado a desempenhar um preparo físico de alto nível dentro do octógono, Werdum, assim como na primeira luta na Cidade do México, migrou com sua equipe para o país semanas antes da disputa em busca de uma adaptação mais tranquila a altitude. Para ele, isso pode ser o diferencial, já que Cain deve somar essa dificuldade ao tempo inativo no octógono. A estretégia é prolongar a disputa pelo título.
- Tem que ter a estratégia, com certeza. Vamos fazer bem a longo prazo. Vai ser luta de terceiro ou quarto round. Se tiver oportunidade de finalizar ou nocautear antes, vou fazer. A estratégia é quanto mais tempo, melhor. Acho que aqui ele vai sentir muito, chegou tem pouco tempo no México e é dificil a adaptação mesmo. Acho que ele vai sentir muito os quase dois anos sem lutar e essa coisa da altitude - explicou, lembrando que Velásquez não pisa no octógono desde outubro de 2013.
Com treinos em Salazar, a 3.300 metros de altitude, o peso pesado reuniu uma equipe formada por nomes como Mauricio Shogun, Renato Babalu, Cris Cyborg, além do treinador Rafael Cordeiro, o irmão Felipe Werdum, entre outros.
- A preparação foi ótima. O Rafa (dos Anjos), Shogun e a Cris foram para Los Angeles (EUA) cumprir alguns compromissos nessa fase final, mas a galera volta nesta segunda-feira. Fizemos treinos na parte da manhã a preparação física e na parte da tarde sparring e parte técnica. A diferença da primeira para a segunda vez é que agora estou mais acostumado. São 35 dias ao todo, estou bem adaptado - concluiu.
Confira as lutas do UFC 188
Cain Velásquez x Fabricio Werdum
Gilbert Melendez x Eddie Alvarez
Kelvin Gastelum x Nate Marquardt
Charles Rosa x Yair Rodríguez
Tecia Torres x Angela Hill
Card preliminar
Henry Cejudo x Chico Camus
Drew Dober x Efrain Escudero
Alejandro Pérez x Patrick Williams
Johnny Case x Francisco Treviño
Augusto Montaño x Cathal Pendred
Gabriel Benítez x Clay Collard
Albert Tumenov x Andrew Todhunter
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