Engenhão: três meses de interdição e sequência em cortes de custos
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O Engenhão completa, nesta quarta-feira, exatos três meses de interdição e, até aqui, as obras necessárias para consertar a cobertura ainda não começaram, apesar de a prefeitura já ter determinado início imediato há mais de duas semanas.
Sem poder utilizar o estádio, o Botafogo cortou diversos gastos de manutenção. E uma das primeiras medidas tomadas foi o empréstimo das máquinas que produziam luz artificial para o campo, que já resultou em considerável economia para os cofres alvinegros. Com a cessão dos aparelhos aos estádios do Maracanã e Mané Garrincha, o Glorioso evitou a deterioração dos instrumentos - comprados por R$ 1,5 milhão, em 2011 - e economizou R$ 300 mil em contas de luz.
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Por cada mês sem uso depois do empréstimo, o Botafogo deixou de pagar R$ 100 mil nas contas de luz. Sem cortar custos básicos com a manutenção do gramado, o terreno de jogo encontra-se impecável e as máquinas continuam em pleno funcionamento, mesmo fora do clube. Entre tantos prejuízos com a interdição, o alívio alvinegro em dose dupla neste caso é motivo de destaque.
PREFEITO SEM TEMPO PARA O ENGENHÃO
No início do mês, o prefeito Eduardo Paes prometeu liberar os vereadores Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro e Renato Cinco, todos do PSOL, para que fizessem uma vistoria no Engenhão. Curiosamente, Eliomar é engenheiro civil especialista em estruturas.
Entretanto, as manifestações no Rio de Janeiro - que tomaram parte da agenda de Eduardo Paes - somadas aos esforços do PSOL em abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos da prefeitura com as empresas de ônibus que circulam na cidade, fizeram com que o assunto fosse deixado de lado por ora.
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