Elogiado por brasileiro, Gallardo pode 'tomar posto' de Crespo em Libertadores
- Matéria
- Mais Notícias
Marcelo Gallardo sentiu apenas o gostinho de ganhar uma Libertadores. Reserva do River Plate em 1996, o meia substituiu Hernán Crespo, o herói do título, no fim do segundo tempo somente para o atacante ser ovacionado pela torcida. E 19 anos depois, a situação é oposta. Agora como treinador, Gallardo é o trunfo para o River conquistar o tri da Libertadores, hoje, às 22h, contra o Tigres.
Conhecido como Muñeco, ou boneco, pelo frágil porte físico, Gallardo iniciou a carreira de jogador no River Plate em 1993. Apesar de ter pouco mais de 20 anos, as lideranças do elenco naquela época já percebiam que aquele magro garoto tinha "pinta" de comandante.
– Não me surpreende que ele tenha virado um grande treinador. Apesar de ser muito pequeno, Muñeco sempre foi uma pessoa de caráter e personalidade fortes. Quando tinha que brincar, brincava. Quando devia ser sério, era, além de ver o jogo muito bem – conta Celso Ayala, zagueiro campeão da Libertadores em 1996, ao LANCE!.
A carreira de Gallardo como treinador começou em julho de 2011, pelo Nacional (URU), após se aposentar no mesmo clube, um mês antes. Na primeira temporada no banco de reservas, Muñeco faturou o campeonato uruguaio. Titular, o zagueiro brasileiro Jadson Viera opinou sobre o que faz Gallardo ser vencedor.
- A principal arma dele é que consegue fazer grandes amizades com os jogadores. O Gallardo é bem frontal, de personalidade forte, fala o que tem que falar na cara, mas quando alguém precisa dele, é o primeiro a abraçar. Tinha leitura muito grande do jogo e tinha muito carinho do grupo - afirma o zagueiro, ao L!.
Após dois anos de inatividade, Gallardo desembarcou no River Plate em 2014, substituindo Ramon Díaz, treinador campeão da Libertadores-1996. Assim como no Nacional, foi campeão na primeira temporada. Gallardo conquistou a Sul-Americana e acabou com a seca de 17 anos sem títulos internacionais do clube de Buenos Aires.
Formador de um time técnico e aguerrido, Muñeco resgatou o orgulho do River, ruído desde o rebaixamento em 2011 – mesmo ano em que iniciou a carreira de treinador. 19 anos depois, Gallardo tem tudo para substituir Crespo novamente. Agora como o último herói do clube em Copa Libertadores.
BATE-BOLA COM CELSO AYALA, ZAGUEIRO CAMPEÃO DA LIBERTADORES DE 1996 PELO RIVER PLATE, AO LANCE!
Como é disputar uma final de Copa Libertadores?
É a experiência mais linda que um jogador pode ter, o troféu mais importante, e que não é fácil de ganhar. Tenho lembranças lindas e inesquecíveis daquele jogo.
Qual a principal lembrança?
O River concentra no próprio Monumental. Seis horas antes do jogo, o estádio já estava lotado. Estávamos descansando e o estádio se mexia com os pulos. Quando entrei no campo, eu não enxergava nada. Tinham muitos papéis, fumaça das bombas, foi um recebimentoinesquecível. Creio que agora será ainda mais bonito.
Você enxerga semelhanças entre o time atual e o de 1996?
Sim, principalmente pelo 'Muñeco'. São times que corriam por todo o campo, pressionam bastante, saem rapidamente para chegar no arco rival com muitos jogadores.
Em 1996, o time contava com Enzo Franscecoli. O River atual não tem uma grande referência. Pode atrapalhar?
Nos tempos que vivemos, é muito difícil encontrar jogadores de magnitude. A maioria dos times se formam por bons grupos. Não tem mais jogadores que ganham um jogo. O 'Muñeco' conseguiu fazer um bom grupo humano, de jogadores muito bons.
River será campeão?
Estou convencido que sim, é um clube acostumado com grandes decisões, sabe o que é jogar Libertadores.
- Matéria
- Mais Notícias















