Doping tem sido recorrente na natação brasileira

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Se nos últimos anos a natação brasileira tem obtidos resultados expressivos, com medalhas em Olimpíada e Mundial, além de recordes mundiais, também tem sido marcada por constantes casos de doping. O primeiro caso foi registrado em 1997 com Hugo Dupré. De lá para cá, muitos outros nadadores foram flagrados. E até dois banimentos do esporte foram registrados: de Laura Azevedo e Rebeca Gusmão.
Confira abaixo a lista de casos na natação brasileira:
Hugo Dupré
Primeiro brasileiro flagrado no doping. Em 1997 testou positivo para nandrolona. Foi suspenso por quatro anos.
Laura Azevedo
Testou positivo para estanozolol em 2003, antes do Pan de Santo Domingo. Suspensa, solicitou exame nos EUA, que deu negativo. Pediu, então, a contraprova, que confirmou o resultado positivo, mas apontou variação de DNA. A Federação Internacional de Natação (Fina) rejeitou o recurso, alegando manipulação para mascarar o resultado. Suspensa por dois anos, seguiu nadando no Brasil amparada por decisão da Justiça Comum. Em uma competição, ela se recusou a fazer exame e acabou banida do esporte.
Leonardo Costa
Após ganhar duas medalhas de bronze na Copa do Mundo, em Durban (AFS), em 2004, foi flagrado com estanozolol. Foi suspenso por dois anos e teve de devolver as medalhas. Abandonou o esporte.
Juliana Kury
Flagrada em exame antidoping antes da Olimpíada de Atenas-2004. Integrou a equipe do revezamento 4x100m livre no Troféu Brasil de 2004 que bateu os recordes brasileiro e sul-americano. No entanto, dias depois da competição, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) divulgou que Juliana havia testado positivo para a substância estanozolol. A atleta foi suspensa preventivamente pela Fina até a abertura da contraprova, que confirmou o doping. De 4 de maio de 2004 até 9 de maio de 2006, Juliana ficou proibida de disputar qualquer competição. Na época, Juliana alegou ter sido vítima de erro médico.
Danilo Carrega
Em 2005, testou positivo para estanozolol. Suspenso por dois anos, admitiu o doping e se aposentou.
Renata Burgos
Destaque do Troféu Open de 2006, fez índice para o Mundial de Melbourne nos 50m livre e testou positivo para estanozolol. Disse não saber que o suplemento que tomava tinha a substância. Suspensa por dois anos. Voltou a nadar no ano passado.
Rogério Karfulkenstein
Testou positivo no Torneio Open de Natação em dezembro de 2007 para a substância estanozolol. A Fina o havia punido com dois anos de suspensão e ele anunciou o fim da carreira.
Rebeca Gusmão
A Corte Arbitral do Esporte (CAS) confirmou o banimento da nadadora em novembro de 2009. O órgão manteve a posição da Federação Internacional de Natação (Fina), de setembro de 2008, e confirmou que ela está banida do esporte pois, pelo regulamento da Fina, testou positivo em mais de um exame antidoping: dois no Troféu José Finkel, em maio de 2006, e um no dia 13 de julho de 2007, data da abertura do Pan do Rio de Janeiro.
Lorena de Araújo Rezende
A nadadora Lorena de Araújo Rezende, de 20 anos, testou positivo para o uso de estanozolol em exame do Troféu José Finkel, no dia 3 de setembro de 2009, em Santa Catarina. Foi suspensa por dois anos.
Vinícius Waked
Foi suspenso por dois meses no ano passado após ter sido flagrado pelo uso da substância isometepteno no Troféu Open, no dia 19 de dezembro de 2009. O nadador alegou que tomou um remédio para dor de cabeça e que não sabia que o mesmo continha algo proibido.
Daynara de Paula
A nadadora caiu no doping nos Jogos Sul-Americanos de Medellín-2010. Foi suspensa por seis meses pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).
Daiane Becker
Testou positivo para estanozolol em exame realizado no Troféu José Finkel, em setembro do ano passado. Foi suspensa por dois anos.
Fabíola Molina
Na semana passada, a CBDA divulgou que a nadadora testou positivo para metilhexanamina em exame realizado no dia 22 de abril, durante a realização do torneio Tentativa Para o Mundial, no Rio de Janeiro (RJ). A atleta alegou que ingeriu um suplemento sem saber que continha a substância proibida. Segundo ela, o medicamento era proveniente de uma amostra grátis enviada pelo laboratório americano no qual a nadadora compra seus produtos. A CBDA considerou que não houve tentativa no ganho de performance e puniu Fabíola com dois meses de suspensão. Ela perdeu o índice para o Mundial de Xangai, que será realizado este mês, e não disputará a competição.
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