Diretor de comissão: Spider ‘teve sorte’ de pegar suspensão de um ano
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Se antes do julgamento pelo doping junto a Comissão Atlética de Nevada era especulado que uma possível suspensão de um ano a Anderson Silva seria entre adequado e pesada de acordo com o histórico da comissão, após a audiência realizada na última quinta-feira e que contou com diversas inconsistências e falhas na defesa do lutador a impressão que ficou para muitos é de que uma pena de um ano foi até pouco diante de tamanho despreparo. Este é o caso de Bob Bennett, diretor da comissão.
Em entrevista ao Combate.com, Bob declarou que Spider "teve sorte" de ter sido punido apenas por um ano. Segundo ele, se a audiência acontecesse após o dia 1º de setembro - data que entra em vigor um novo protocolo, mais severo e com punições e multas maiores.
- Ele admitiu que tomou substância contaminada, que na realidade era drostanolona e afirmou que tomou essa substância novamente perto do dia 31 de janeiro. Claro que, com isso, os resultados do “Sports Medicine Research and Testing Laboratory” (SMRTL) deram positivo. Anderson teve muitas explicações não satisfatórias, respostas inconsistentes, inapropriadas, ele não estava familiarizado com datas e horários e, depois, do nada, se lembrava desses detalhes. Portanto, o chairman e os comissários acharam que seria apropriado multá-lo e puni-lo com a pena mais alta existente. E ele teve sorte que nós ainda não implementamos as novas multas e punições, ou isso poderia acabar com o seu futuro profissional - descreveu Bennett.
Anderson Silva foi punido com um ano de suspensão retroativa a 31 de janeiro. O que significa que ele estará liberado para lutar a partir de fevereiro. O lutador ainda perdeu o prêmio de R$ 700 mil recebida pela vitória na luta contra Nick Diaz e 30% da bolsa de cerca de R$ 2,8 milhões pela apresentação no UFC 183, que marcou seu retorno ao MMA. Para voltar a pisar no octógono, Spider terá de passar limpo por um teste antidoping e apresentar os resultados a comissão atlética.
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