Dario Franchitti busca recuperação

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Campeão das duas últimas temporadas da IndyCar, Dario Franchitti vem tendo um começo de ano atípico na categoria. Após três provas, o escocês ocupa o 14º posto na classificação, a 75 pontos do líder Will Power. Pouco para quem defende a Chip Ganassi, um dos times mais poderosos do grid.
Até agora, sua melhor posiçãode chegada foi o décimo lugar em Barber, no Alabama. Desde 2000, quando competia na extinta Cart, Dario não tinha um início tão ruim.
Em2011, após três provas, o escocês já havia conquistado uma vitória - em Saint Petersburg - e subido duas vezes no pódio, em terceiro lugar,
no Alabama e em Long Beach.
Para piorar o panorama, seu companheiro de equipe, Scott Dixon, ocupa o quarto posto na tabela.
O começo abaixo da expectativa, entretanto, não preocupa o piloto. Após passar duas semanas de férias na Escócia, ele desembarcou em São
Paulo na manhã de ontem já pensando em uma reação rápida.
- Foi bom este tempo que fiquei longe dos Estados Unidos. Pude relaxar, ficar com a minha família, meus amigos e tirar um pouco a cabeça da
competição. Espero que este fim de semana marque a minha virada na competição - afirmou Franchitti, em entrevista exclusiva ao L!.
Para iniciar a reviravolta, Dario terá de melhorar seu retrospecto na São Paulo Indy 300. Apesar de ter feito a pole no ano inaugural da prova,
não conseguiu subir no pódio em nenhuma das duas edições. Foi sétimo em 2010 e quarto no ano passado.
- No ano passado, cometi um erro logo na primeira curva e fui parar nos pneus. Este ano, espero não cometê-lo e também ter um carro mais rápido - afirmou o escocês.
Além de viver o ano atípico pela falta de bons resultados, Dario, assim como todos os demais pilotos, estão tendo de lidar com a ausência de Dan Wheldon. O britânico morreu após sofrer um forte acidente na última etapa da temporada passada no circuito de Las Vegas, exatamente
na corrida que marcou a conquista do título do escocês.
- O que aconteceu com o Dan nem fez eu pensar na conquista do título. Só pude pensar nele. A cada fim de semana que nos reunimos, sentimos muito a sua falta. Sempre penso nisso - disse Franchitti.
Bate-Bola - Dario Franchitti - Em entrevista Exclusiva ao LANCENET! no Parque Anhembi
L! - Esta é a terceira vez que você vem a São Paulo para correr. Já conseguiu conhecer algo da cidade? Gosta de algum lugar específico?
DF - Nunca tive tempo de ver nada. Sempre venho do aeroporto para a pista, fico no hotel aqui dentro (do circuito) e depois já volto para os
Estados Unidos. Hoje (sexta-feira) quando estava vindo do aeroporto para o circuito, pensei que seria legal poder visitar o túmulo do Ayrton Senna. Ainda não tive esta chance e não devo ter tempo neste ano. Talvez faça isso no próximo.
L! - Quando a Fórmula 1 vem para cá sempre se discute a questão da segurança na cidade. Como você vê isso?
DF - Como eu disse, não consegui ver muitas coisas aqui, não sei nada sobre segurança. Mas sempre achei as pessoas aqui muito amigáveis.
L! - Como é a sua relação com o Tony e com o Rubinho? Várias vezes vocês postam fotos juntos no Twitter.
DF - É uma relação engraçada, porque batalhamos duro um contra o outro dentro da pista, mas fora dela procuramos ficar juntos, são momentos
engraçados. O Tony é como um irmão, conheço ele há muito tempo. O Rubens está chegando agora, mas corri contra ele quando tinha 14 anos. É um cara gente boa.
L! - Como você vê o fato de a Indy ter neste ano 11 provas em circuitos mistos e cinco em ovais?
DF - Precisávamos ter um balanço, pelo menos 50% de provas em circuitos de rua e 50% em ovais. Nossa grande prova, que é Indianápolis, acontece em um oval. Não acho o calendário deste ano ideal.
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