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'Cúmplice' do 'jogo da moeda' entre alvinegros em 67, Buião descarta malandragem para Galo vencer


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Há quase meio século, Atlético-MG e Botafogo protagonizaram uma das histórias mais curiosas do futebol brasileiro, quando os times se enfrentaram na Taça Brasil de 1967 nas oitavas de final. Presente no que ficou conhecido como 'Jogo da moeda' o ex-atacante do Galo João Bosco dos Santos, o Buião, lembrou daquele episódio fatídico e disse que a malandragem do Alvinegro mineiro não se fará necessária para o Galo voltar a vencer no Brasileirão, quando pega o Fogão nesta quarta, no Horto, às 19h30.

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- Acho que o Atlético deve se preocupar sim com o atual momento. Mas eu acho que tem totaisa condições de voltar a vencer e brigar na parte de cima da tabela. O Botafogo está em momento de alta confiança, mas o Atlético tem, jogador por jogador, um time melhor. Acho que não vai precisar daquela malandragem do Décio para amanhã (quarta-feira) não (risos) – disse o jogador, ao LANCE!Net.

Buião esteve na Cidade do Galo na tarde de terça-feira para visitar os campeões da Libertadores, ao lado do ídolo imortal Reinaldo, e explicou a polêmica decisão de 1967, quando o Galo se classificou para as quartas-de-final por conta da esperteza do capitão Décio Teixeira.

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- Aquele episódio da Taça Brasil entrou para a história. Ficou conhecido como Jogo da moeda porque o Atlético e o Botafogo se enfrentaram em dois jogos, cada um ganhou um e precisou do duelo de desempate. No Mineirão, o terceiro confronto ficou empatado. Então, como não tinha pênaltis, houve decisão no cara e coroa. Todo mundo reunido no campo para ver o resultado da moeda e, antes dela cair, o Décio (Teixeira) saiu comemorando, gritando que a gente tinha vencido. Eu estava mais distante e não vi qual lado da moeda caiu para cima. Mas o juiz não teve como fazer a não ser acatar a decisão que acabou sendo do Décio (risos) – relembra o ex-jogador, que defendeu o Galo entre 1964 e 1968.

Naquela disputa, o Galo perdeu o primeiro jogo no Maracanã, por 2 a 1, e os atleticanos se sentiram humilhados por Gérson, que fez 'gracinhas' com a bola. O clima da disputa, então, ficou hostil e foi um gesto de picardia que decidiu a favor do Galo. O juiz da ocasião era o famoso Armando Marques e na hora de jogar a moeda, o campo do Mineirão foi tomado por jogadores, comissão técnica e jornalistas.

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Ronaldo comemora gol do Galo na prorrogaçãom, que terminou empatada: (Foto: Arquivo/CAM)

Buião fez carreira no futebol atuando no Flamengo e no Corinthians, após despontar no Atlético-MG. Mas no seu tempo de Galo, pré-conquista do Campeonato Brasileiro de 1971 e recém chegada do Mineirão, o veloz atacante teve de conviver com a força do Cruzeiro de Tostão de Dirceu Lopes, mas deixou ótimas recordações. Inclusive, em uma entrevista, o atual presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, já declarou que Buião foi seu ídolo de infância como torcedor do Galo.

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