Cubana é a arma do Minas nos playoffs da Superliga

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Em novembro do ano passado, o Usiminas/Minas contratou a cubana Yusleyni Herrera para a disputa da Superliga. Cerca de quatro meses depois, a jogadora já vem retribuindo a confiança depositada.
Atualmente, ela é a melhor atacante da Superliga, com 370 pontos, com aproveitamento de 27,58%. No total, ela é a segunda maior pontuadora da competição, com 392 acertos. Ela só fica atrás de Sheilla, da Unilever, que tem 407.
Se ultrapassar a oposto e terminar como maior pontuadora, a cubana pode conseguir um feito. Há oito temporadas uma estrangeira não é principal pontuadora da Superliga, algo que só aconteceu quatro vezes. A última foi em 2001/2002, com a romena Cristina Pirv, que também atuava no Minas.
Hoje, a cubana terá uma oportunidade de tentar se aproximar de Sheilla. Às 15h, ela tentará ajudar o Usiminas/Minas a conseguir uma vitória sobre o Pinheiros/Mackenzie, em São Paulo, no primeiro confronto entre as equipes nas quartas de final da Superliga.
O começo de Herrera no Brasil não foi dos mais fáceis. Quando um atleta deixa Cuba para atuar em outro país, ele é obrigado a ficar dois anos parado, em uma espécie de "castigo" imposto pelo governo do país. Antes de disputar a Superliga, Herrera havia atuado pela última vez em setembro de 2008.
– Fiquei parada em casa, não podia treinar. Fiquei um pouco gorda, tive problemas – disse a cubana.
Quando veio ao Brasil, a ponteira chegou até mesmo a ter o seu visto de turismo negado. Porém, com a ajuda de seu empresário, ela conseguiu regularizar a situação para poder acertar com o Minas.
Agora, Herrera se sente bem. Apesar de ainda não estar completamente adaptada ao idioma e ter um pouco de trabalho para entender o que as companheiras dizem, a cubana comemorou o bom momento vivido pela equipe.
– O time está bem – finalizou.
São Bernardo recebe Unilever para tentar surpreender
No outro jogo de hoje, a Unilever,que terminou a fase de classificação em primeiro lugar, visita o BMG/São Bernardo (8), às 11h30, no Ginásio Paulo Cheidde, no ABC paulista.
As cariocas apostam todas as suas fichas na oposto Sheilla, maior ponuadora da Superliga até o momento, com 407 pontos anotados.
Para a levantadora Dani Lins, titular da Unilever, a equipe terá de ser ainda melhor do que nos jogos da primeira fase, quando terminou com 20 vitórias e duas derrotas.
– Ainda precisamos corrigir erros, mas estamos melhorando a cada jogo e a tendência para os playoffs é ficarmos mais afiadas – comentou.
Na equipe paulista, a aposta será o saque forçado, para dificultar a recepção e o passe das adversárias. Apesar de considerar a tática arriscada, o técnico do São Bernardo, Zé Alexandre, acredita ser a única maneira de surpreender as rivais.
– A probabilidade de errar é muito maior e isso pode ocasionar pontos para a Unilever. Mas não tem jeito,temos de arriscar para segurar o confronto – destacou.
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