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Considerado vilão, Dinei se diz chateado por vaias

Eleição Fluminense - Camisa- (Crédito: Bernardo Besouchet)
imagem cameraEleição Fluminense - Camisa- (Crédito: Bernardo Besouchet)
Dia 28/10/2015
02:57

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Fazer um gol em um dos maiores clássicos do Brasil é o sonho de qualquer jogador. Porém, para Dinei, atacante do Palmeiras, isso pode ter se tornado um pesadelo.

Titular no duelo contra o Fluminense, o atacante fez um golaço de fora da área, aos quatro minutos do primeiro tempo. O problema foi exatamente o adversário que escolheu para marcar um gol que o próprio classifica como um dos mais bonitos de sua carreira: o Tricolor carioca disputa ponto a ponto o título do Brasileirão com Corinthians, arquirrival do Alviverde.

Após a eliminação na Copa Sul-Americana diante do Goiás, a torcida palmeirense começou a fazer uma campanha para que o Verdão entregasse o jogo contra o Flu, com a intenção de prejudicar o rival. A principal uniformizada do clube, Mancha Alviverde, chegou, inclusive, a fazer um protesto em frente à Academia de Futebol e pressionar os jogadores para que perdessem o duelo na Arena Barueri.

Entretanto, mesmo sendo considerado um dos vilões da partida pelos torcedores ao lado do goleiro Deola, Dinei garante que não se arrependeu de ter marcado o gol contra o Fluminense.

– Não me arrependo nada de ter feito o gol. Atacante tem de fazer gol. Infelizmente, com a rivalidade, a torcida ficou chateada. Mas quando entro em campo, entro sempre para vencer. E domingo não foi diferente – declarou o atacante ao LANCENET!.

Uma cena chamou a atenção de todos que assistiram à partida. Após balançar a rede do goleiro Ricardo Berna, Dinei não comemorou o gol. Com uma expressão ligeiramente assustada, ele apenas foi cumprimentado pelos companheiros de equipe. Porém, aos que imaginaram que a cena de abatimento refletia a pressão exercida pela facção organizada sob os jogadores, se enganou.

– Você fica um pouco chateado. Fiz o gol e a torcida ficar criticando? Mas depois alguns jogadores vieram comemorar comigo. Temos de dar sequência no trabalho, somos profissionais e o que o Felipão pediu pra fazer nós fizemos – disse o camisa 29.

Quando Dinei marcou o gol, a pequena torcida palmeirense presente na Arena Barueri o vaiou e xingou. O mesmo aconteceu quando o atacante foi substituído por Vinícius, aos 31 minutos do segundo tempo.

Porém, esta possível perseguição de parte da torcida não preocupa o camisa 29. Ele garante que não tem medo da reação dos palmeirenses com relação à continuidade na equipe na próxima temporada.

– Não tenho medo, estou tranquilo. Vim ao Palmeiras para ajudar o time, a cada jogo que eu entrar vou me dedicar para fazer mais gols. Este é o principal objetivo de todo atacante. Se continuar no Palmeiras, vou ter a mesma disposição de sempre. Vou honrar a camisa – garantiu Dinei.

Bate-Bola - Dinei - Em entrevista ao LANCE!

'Se não puder fazer gols, vou mudar de profissão'

Como você viu a reação da torcida do Palmeiras quando você fez o gol no Fluminense?
Fiquei feliz de ter feito o gol. Claro que também fiquei um pouco triste de a torcida ter vaiado, mas essas coisas fazem parte do futebol. Deixo essa rivalidade para os torcedores, mesmo.

Você já havia vivenciado uma situação parecida na carreira?
Nunca passei, foi a primeira vez que fiz um gol e o torcedor da minha equipe vaiou. Mas como tem uma rivalidade com o Corinthians, eles não queriam que a nossa equipe vencesse. Independentemente da rivalidade, somos profissionais e entramos em campo pra enfrentar o Fluminense da melhor maneira possível. Infelizmente, não conseguimos a vitória. O time deles também é excelente. Não é à toa que é líder.

Não se arrepende de ter feito?
Não. Atacante tem de fazer gol. Infelizmente, com a rivalidade, a torcida ficou chateada, mas o importante é pensar no ano que vem, em que, se eu ficar aqui e fizer gols, irão me aplaudir.

Mesmo que a torcida tenha te xingado, acha que ainda conseguirá mudar a opinião deles?
Eu vim para o Palmeiras para ajudar e fazer gols. Se o atacante não puder marcar gols, acho que não posso mais jogar futebol, tenho de ir para outra profissão.

Você acha que esse episódio com a torcida pode atrapalhá-lo em uma possível renovação?
Tinha contrato até dezembro, com renovação até julho, mas já está tudo assinado. Agora estou dependendo de o Palmeiras e o Felipão optarem por contar comigo também para o ano que vem.

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