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Com os pés no chão, Brasil joga Mundial em casa

Dia 27/10/2015
21:23

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Os três amistosos e as três vitórias contra fortes seleções europeias não iludem Morten Soubak. O dinamarquês, técnico da Seleção Brasileira feminina de handebol, mantém a calma ao falar em previsão de resultados no Mundial da modalidade, cujo início ocorre nesta sexta-feira, às 21h (de Brasília), em São Paulo, com o duelo entre Brasil e Cuba.

Motivos para empolgação não faltariam: Soubak pôde escolher a chave brasileira no Mundial (Grupo C, ao lado de Romênia, França, Tunísia, Cuba e Japão) e, consequentemente, um cruzamento mais fácil para as fases seguintes. Além do ótimo desempenho na reta final de preparação, oito jogadoras do país atuaram durante os últimos quatro meses pela mesma equipe - o Hypo (AUT) -, tática utilizada pelas grandes forças europeias para ganhar entrosamento.

Em contrapartida, pesa para o Brasil o histórico fraco em competições deste calibre. Em apenas uma ocasião (no Mundial de 2005, na Rússia), a Seleção obteve uma colocação entre as dez melhores do torneio mundial. E é nesta condição que se baseia a cautela do comandante nacional.

- A história já diz. O Brasil, as Américas, a África não têm tradição no handebol. Temos de pensar em nos classificar para a segunda fase. Com este formato de Mundial, de mata-mata, temos de ver o cruzamento antes de pensar em algo - afirmou o treinador, em entrevista concedida ao LNET!.

A calma de Soubak também se faz presente quando o assunto é o legado que a competição pode deixar ao handebol brasileiro. Como ele mesmo reconhece, há muito ainda a ser feito pelo esporte no país. A realização de um Mundial poderia ser o pontapé inicial para alavancar a modalidade. Poderia...

- É um sonho. Quero que o handebol cresça, pois isso é necessário para que possamos fazer um trabalho melhor de base. Nossa situação de momento é a seguinte: quem faz a Seleção adulta são as meninas da Europa. Precisamos de alguém aqui - constatou o técnico.

Confira um bate-bola com o técnico da Seleção, Morten Soubak

Quais equipes você considera favoritas neste Mundial?
Acho que tirando equipes como França, Rússia e Noruega, que estão acima, o nível é muito igual. Nesse Mundial, tenho a certeza de que muitas equipes estarão na briga realmente pelas medalhas. O nível é muito igual.

Como você avalia o período em que parte da Seleção esteve reunida na Áustria?
Elas estão lá há quatro meses e estou vendo que estamos indo bem. Elas jogaram a Champions League, mas não foram à próxima fase. Ainda é muito cedo para tirar algo em relação ao trabalho delas. Creio que vamos ter uma evolução ainda maior pensando nos Jogos Olímpicos.

De que forma você também atua nas categorias de base da Seleção Brasileira?
Eu entrei na Seleção adulta em 2009, mas no ano passado, apenas, é que comecei a cuidar do time juvenil também. Fomos bronze na Olimpíada da Juventude, e dá para ter certeza de que temos algumas meninas dessa geração que podemos contar para frente, até 2016.

Você pensar em ficar à frente da Seleção Brasileira até 2016?
Eu tenho contrato até a próxima Olimpíada, mas já estamos conversando para que o trabalho possa seguir em frente também.

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