COM A PALAVRA: Bernardo não deveria mais usar a cruz de malta
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O problema com Bernardo é mais sério do que se pensa. Ele acha que é Deus, que pode tudo. Isto, hoje em dia, acontece com muitos jogadores de futebol. Ganham rios de dinheiro, ficam famosos e são tietados. Mas o que deve ser feito? Além da família levá-lo, que seja na força (caso ele não queira), para se tratar com especialistas (psicólogo, psiquiatra, psicanalista...), a diretoria do Vasco tem que manter o discurso inflamado pelo seu presidente Eurico Miranda de que o "respeito voltou".
Se o "respeito voltou" como um jogador "chama" torcedores para a briga no próprio clube e faz o que quer nas suas dependências? O Vasco deve ser respeitado também por sua diretoria e mostrar isso ao seu torcedor – que é o maior patrimônio do clube –, mandando embora esse jogador. Tem ainda o agravante de ser acusado de agredir a ex-namorada Patrícia de Melo.
O clube está sem dinheiro para a rescisão do contrato e o suspendeu por 20 dias. Mas não é o suficiente. Até entendo a posição da diretoria, porque rescindir agora o contrato acarretaria "pagar" uma grana preta para quem não merece. Essa suspensão se deu por ter exposto a instituição quando chamou torcedores para a briga no próprio clube através de seu perfil oficial no Instagram.

Bernardo teve seu contrato suspenso pela diretoria do Vasco (Foto: Paulo Sérgio/ LANCE!Press)
Quanto a denúncia da ex-namorada, há registro na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro do Rio, e exames de corpo de delito, que mostram a gravidade nas supostas atitudes de Bernardo. O advogado do jogador, Rafael Faria, no entanto, diz que o jogador é vítima. Como assim?
Vítima está sendo também a torcida do Vasco, que clama por um time melhor para não sofrer novo vexame na Série A do Brasileiro e, assim, não voltar para a Segundona, de onde saiu ano passado. Além disso, está carente de ídolo. E Bernardo não é ídolo, não é fenômeno. Não deveria mais usar a cruz de malta no peito.
Cabe à diretoria tomar uma providência de vez, até para mostrar que "o respeito voltou" de fato, porque, do contrário, os dirigentes é que não serão mais respeitados.
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