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Com malas extraviadas, Cesar Cielo mostra abatimento ao desembarcar no Brasil após lesão


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A fase de Cesar Cielo, definitivamente, não é boa. Cortado do Mundial de Esportes Aquáticos, disputado em Kazan (RUS), por uma lesão no ombro esquerdo, o nadador desembarcou em São Paulo nesta quarta-feira e recebeu a notícia que suas malas foram extraviadas. Em quase dez minutos de conversa com a imprensa no saguão do aeroporto, Cielo demonstrou abatimento, comentou o corte e revelou que seus companheiros de seleção não foram avisados da volta ao Brasil.

- A gente viu que a coisa não estava indo do jeito que a gente esperava, alguns dias ali ia ser muito difícil reverter o jogo pra chegar no meu melhor. A gente estava tentando melhorar a situação, mas o medo era arriscar e agravar a situação do ombro. Tudo pra Olímpiada no ano que vem, agora é começar a pensar na Olimpíada. Uma decisão difícil agora, está complicado. Quando a coisa não está certa, as minhas malas ainda não chegaram também. Extraviaram minhas malas, é uma beleza. Mas é isso, agora é virar a página, pensar que esse livro ainda não acabou - disse o nadador.

Após conseguir a sexta posição nos 50m borboleta no Mundial, Cesar Cielo sentiu que as dores no ombro esquerdo haviam piorado. O problema começou a incomodar o nadador no Aberto da França, em Vichy, disputado no começo de julho. A decisão da volta do nadador ao Brasil se deu de forma conjunta com comissões técnica e médica da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), visando a recuperação de Cielo aos Jogos Olímpicos de 2016.

- Não é fácil pra mim porque sou aquele cara que estica a corda o tempo inteiro. Eu acho que posso ganhar o tempo inteiro. Entrei naquela final do 50m borboleta achando que eu ia ganhar na raia 8, estava me sentindo bem, confiante. Na hora que eu bati na borda, foi outra prova que pessoalmente senti que não estava nadando bem. Gostaria muito de estar defendendendo meu título dos 50m livre lá. Com a experiência que eu tenho, não é hora para dar ouvido à teimosia, mas para a razão - afirma Cielo.

Na última quarta-feira, o nadador brasileiro Felipe França afirmou que Cielo não avisou os companheiros que voltaria ao Brasil. A informação foi confirmada pelo próprio velocista. O tricampeão mundial dos 50m livre pensou que a notícia desestabilizaria o grupo, que ainda disputa medalhas em Kazan, e decidiu contar quando já havia saído da cidade russa.

- A decisão foi de sair à francesa mesmo. Eu depois da reunião fiquei em um momento muito difícil, não queria me despedir dos caras. Eu pra baixo e eles precisando estar para cima. Não consegui me despedir do pessoal, mandei uma mensagem no celular para eles quando já estava em Moscou. É uma das partes que me machuca. Mesmo o revezamento foi muito difícil ver os caras ficarem em quarto, sabendo que eu posso ser um diferencial na prova. No Pan, foi difícil assistir também - finalizou Cielo, que pretende descansar após a frustração no Mundial e cuidar da mulher, que está grávida de Thomas, o primeiro filho do nadador.

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