Brasil sai na frente, leva virada, mas sai com empate no novo Maracanã
- Matéria
- Mais Notícias
A reabertura oficial do Maracanã não teve o resultado esperado dos cariocas, tampouco acabou com o jejum de não vencer um campeão mundial há quase quatro anos. Mas valeu por um jogo movimentado e com a rede balançando quatro vezes na segunda etapa. Neste domingo, na Cidade Maravilhosa, a Seleção Brasileira ficou no empate de 2 a 2 com a Inglaterra, no penúltimo amistoso antes da Copa das Confederações.
Se a vitória não veio, ao menos, o lado tricolor do Maraca vibrou com Fred, artilheiro da era-Felipão, e o novo estádio presenciou um golaço de Paulinho. O torcedor carioca deixou o estádio após ver um bom jogo, e com o sentimento de ter o velho e bom Maracanã de volta. O Brasil volta a campo no próximo domingo, em amistoso contra a França, na Arena Grêmio, em Porto Alegre.
O JOGO
Ao contrário do público sonolento e desacostumado com a vibração das arquibancadas, que depositou nas bilheterias uma renda de R$ 8.615.730,00 -, o Brasil mostrou atitude e bom futebol nos 45 minutos iniciais, como há tempos não acontecia num clássico mundial.
A Seleção dominou o primeiro tempo e teve boas chances de abrir o marcador. O time começou insistindo nas jogadas em profundidade. David Luiz lançava na diagonal. A bola encontrava Daniel Alves que, ora chutava, ora centrava. Depois, a equipe colocou a redonda no chão e a dupla Neymar-Oscar foi aparecendo.
Felipão pôde ficar tranquilo porque os volantes não avançaram muito e a defesa quase não foi exigida. A Inglaterra deu a impressão de que estava maravilhada com o novo Maracanã. Só no final do primeiro arriscou uma chegada mais perigosa defendida por Julio Cesar.
O Brasil voltou mais ofensivo para a segunda etapa: Luiz Gustavo - uma das surpresas da escalação inicial, ao lado de Filipe Luis e Hulk - cedeu lugar a Hernanes. A entrada do meia da Lazio surtiu efeito. Na primeira bola que recebeu, ele mandou no travessão e Fred, com muito estilo, apanhou o rebote, colocando lá dentro. Primeiro gol oficial do novo Maracanã.
A boa exibição da Seleção parou com o conformismo pela vitória. É o velho vício de recuar quando um gol é feito. A Inglaterra, até então adormecida pela atmosfera do estádio, despertou, se movimentou mais e não demorou para empatar a partida com grande finalização de Chamberlain, no canto de Julio Cesar.
Bastou o English Team entrar no jogo para a Seleção voltar a mostrar a velha apatia. Desarumado, o time verde-amarelo chamou os visitantes e o gol da virada veio com Rooney. O camisa 10 chutou forte e marcou um golaço, acertando o ângulo de Julio Cesar. A torcida, que chegou a chamar Felipão de "burro" após tirar Oscar e pôr Lucas (quando queriam que sacasse Hulk), ficou ainda mais na bronca.
Mas três minutos depois, o Brasil conseguiu empatar e deixar o Maracanã sem derrota. Paulinho recebeu cruzamento da direita e encheu o pé, com um bonito voleio de direita. A Seleção de Felipão tentou virar a partida, mas não teve fôlego nem competência para furar a defesa inglesa. E o empate serviu como um bom teste para a Copa das Confederações, competição na qual o Brasil estreia dia 15, contra o Japão, em Brasília.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 2 INGLATERRA
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 2/6/2013 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilson Roldán (COL)
Auxiliares: Eduardo Diaz (COL) e Wilson Berrios (COL)
Renda e público: R$ 8.615.730,00 / 57.280 pagantes / 66.000 presentes
Cartões amarelos: Hulk (BRA)
Cartões vermelhos: -
Gols: Fred 11'/2ºT (1-0), Oxlade-Chamberlain 21'/2ºT (1-1), Rooney 33'/2ºT (1-2) e Paulinho 36'/2ºT (2-2)
BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Filipe Luis (Marcelo - Intervalo); Luiz Gustavo (Hernanes - Intervalo), Paulinho (Bernard 37'/2ºT) e Oscar (Lucas 11'/2ºT); Hulk (Fernando 27'/2ºT), Neymar e Fred (Leandro Damião 34'/2ºT) - Técnico: Luiz Felipe Scolari.
INGLATERRA: Hart; Johnson (Oxlade-Chamberlain 16'/2ºT), Jagielka, Cahill e Baines (Ashley Cole 31'/1ºT); Carrick, Jones, Lampard, Milner e Walcott (Rodwell 37'/2ºT); Rooney - Técnico: Roy Hodgson.
- Matéria
- Mais Notícias















