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Blatter recusa convite para depor no Parlamento inglês

Maicosuel e Marcio Rosário (Foto: Paulo Sergio)
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Dia 27/10/2015
21:11

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O presidente da Fifa Joseph Blatter recusou um convite para depor em uma comissão de inquérito no Parlamento inglês.

O órgão investiga os motivos do fracasso da candidatura inglesa a sediar a Copa de 2018, que, apesar de ter investido cerca de R$ 50 milhões na campanha, foi eliminada na primeira rodada de votações na Fifa, com apenas um voto, além do seu próprio.

Há cerca de duas semanas, o ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Lorde Triesman, afirmou, em depoimento ao Parlamento britânico, que quatro membros da Fifa teriam pedido presentes ou dinheiro em troca de seus votos na Inglaterra para sediar a Copa de 2018.

Documentos do jornal inglês "Sunday Times" apresentados no Parlamento também acusaram o Comitê de Candidatura do Qatar de subornar dois membros na eleição para escolher a sede do Mundial de 2022. O camaronês Issa Hayatou e o marfinense Jacques Anouma teriam recebido cerca de R$ 2,4 milhões cada para votar na candidatura qatariana.

A Fifa informou à comissão de inquérito inglesa que está focada em fazer sua própria investigação em relação às denúncias de Triesman e as alegações de suborno.

- A Fifa pediu imediatamente à FA e ao "Sunday Times" um relatório sobre este assunto. Com isso em mente, a Fifa informou ao comitê de cultura, mídia e esporte (do Parlamento inglês) que está focada em sua própria investigação e que, portanto, não há necessidade de o presidente da Fifa comparecer ao comitê - informou a entidade por meio de um porta-voz.

No próximo dia 1º de junho, Blatter concorrerá ao seu quarto mandato à frente da Fifa. Seu adversário nas eleições presidenciais é o qatariano Mohamed bin Hammam, presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e um dos principais resposáveis pelo sucesso da candidatura Qatar 2022.

A FA declarou semana passada que irá se abster na eleição que escolherá o próximo presidente da Fifa.

- A FA, com seu status de mais antiga federação nacional de futebol no mundo e com a posição da Inglaterra de lugar de nascimento do futebol moderno, é uma das instituições mais importantes no mundo do futebol. Eles deveriam estar trabalhando com a Fifa e o resto do mundo do futebol para melhorar e incrementar a modalidade. Escolhendo a abstenção, a FA está, infelizmente, abrindo mão desse direito - declarou Bin Hammam em seu site oficial.

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