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Atacantes começam a naufragar no Verdão

Dia 27/10/2015
23:05

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Se dizem que atacante vive de gols, no Palmeiras os últimos jogos têm sido perigosos para a "saúde" deles. Isso porque pouco homens do setor ofensivo têm balançado as redes adversárias.

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A queda de rendimento do ataque coincide justamente com o início da má fase do time: desde a derrota para o Corinthians, que acabou com a invencibilidade de 22 partidas e deu início à crise. Contando com o clássico, foram oito jogos e apenas três dos 12 gols no período marcados pelos atacantes. Maikon Leite, Barcos e Fernandão foram os responsáveis por eles.

Se os jogadores ofensivos sumiram na má fase do Palmeiras, um outro setor tem ajudado – e muito – o ataque. Embora não esteja fazendo muito bem a sua função atrás, a parte defensiva tem salvado a equipe na frente nos últimos duelos.

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Dos 12 gols desde a derrota para o arquirrival, nove foram marcados por zagueiros ou volantes. Como de costume, o maior destaque é Marcos Assunção, que fez três. Junto a ele vem Henrique, com o mesmo número, todos feitos nos últimos três duelos. Leandro Amaro balançou as redes duas vezes, ambas de cabeça, e João Vitor, outro volante, completa a "artilharia".

Os problemas no ataque alviverde têm sido claros recentemente. Nem mesmo Barcos, a grande esperança do time, corresponde mais. Nos últimos dez jogos, ele fez apenas dois gols, sendo um deles em cobrança de pênalti. Antes, havia marcado oito em nove confrontos desde sua estreia pelo Verdão.

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Além disso, Felipão não consegue manter uma formação no setor. Cada vez um é o companheiro do argentino – ou às vezes ele joga isolado na frente.

E se já são poucas as opções para melhorar, elas vão ficando cada vez mais escassas. Fernandão já deixou o clube rumo ao Atlético-PR e Ricardo Bueno é o próximo. Dessa forma Barcos não tem um reserva para jogar de centroavante.

Recentemente, duas esperanças surgiram. A volta de Luan, que foi bem contra o Guarani, e a chegada de Mazinho, o Messi Black, que estreou contra o Paraná.

Que os dois ajudem a resolver, porque o time não pode seguir dependendo da defesa para fazer gol.

Últimas formações:

Maikon e Barcos
No primeiro jogo da sequência, contra o Corinthians (tropeço por 2 a 1), Maikon Leite jogou ao lado de Barcos no ataque. Assim ele também começou contra Mirassol (derrota por 1 a 0) e Comercial (empate em 2 a 2). É a formação mais utilizada por Felipão.

Vinícius titular
Sem Maikon Leite, Vinícius foi escalado como titular contra o Paulista (vitória por 1 a 0). Ele atuou ao lado de Barcos, com Valdivia armando.

Barcos isolado
Contra Horizonte-CE (triunfo por 3 a 1) e Guarani (derrota por 3 a 1), Felipão optou por uma formação mais defensiva, com Barcos isolado na frente Daniel e Wesley armando.

Volta de Luan
Nas quartas do Paulista, contra o Guarani (tropeço por 3 a 2), Luan voltou ao time e formou o ataque ao lado de Barcos.

Estreia do 'Messi'
No último jogo, contra o Paraná (vitória por 2 a 1), Mazinho, o "Messi Black", jogou no ataque, também ao lado de Barcos.

Outras opções
Durante esses jogos, Ricardo Bueno e Fernandão também entraram.

Efeito Barcos:

Antes da fase ruim...
A entrada de Barcos na equipe deu mais força ofensiva ao time e mais opções ao ataque. Se antes o Verdão praticamente só fazia gols em bolas paradas e cruzamentos de Marcos Assunção, com o argentino a equipe passou a jogar mais pelo chão. O camisa 29 marcou gols de todos os jeitos e logo caiu nas graças dos torcedores. Recentemente, porém, caiu muito e Assunção voltou a ser a principal arma no ataque.

Números do ataque:

Dos 49 gols que o time marcou no ano, 20 (40,9%) foram feitos por atacantes. Barcos anotou 10.

Últimos 12 gols do Verdão (período de queda do time): 

- 5 gols de zagueiros

- 4 gols de volantes

- 3 gols de atacantes

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