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Após anos de influência e contribuição brasileira, Japão tem seleção 'original'

Dia 01/03/2016
03:21

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Quis o destino que o Japão estreasse na Copa das Confederações contra o Brasil, um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do futebol no país. Prova disso é que desde 1998, quando os Samurais Azuis disputaram sua primeira Copa do Mundo, a seleção nipônica contava com ao menos um jogador brasileiro naturalizado em seu elenco. Contudo, para 2013, o cenário é diferente.

Todos os 23 convocados pelo técnico Alberto Zaccheroni são "originais". Para Wagner Lopes, brasileiro que defendeu o Japão na Copa da França e jogou no país por mais de 16 anos, essa nova mentalidade se iniciou após o Mundial de 2002.

– Acompanhei todo o processo de profissionalização. A preparação para sediar a Copa de 2002 começou em 1989. Durante esse período trouxeram grandes jogadores como o Zico. Após o Mundial de 2002, começou um processo de criação de uma identidade própria, sobretudo em na base.

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Na opinião do ex-jogador, o principal legado deixado pelos brasileiros foi saber utilizar a malícia em momentos importantes dos jogos:

– Eu até brinco que essa palavra não existia no vocabulário japonês. Eles aprenderam a malícia de saber o momento certo de segurar a bola, tentar o drible e do improviso - afirmou.

Essa combinação de fatores fez o Japão crescer e desenvolver sua cara. Hoje, jogadores como Kagawa e Honda são exemplos da força do país, sobretudo na Ásia. Leandro Domingues, que atua Kashiwa Reysol desde 2009, afirma que a expectativa por um bom desempenho é grande:

– Apesar de um duelo difícil, existe um espírito de que é possível vencer o Brasil e ir bem no torneio - declarou.

 

COM A PALAVRA
Hidetoshi Nakata
Ex-jogador e maior nome do futebol do Japão

A seleção do Japão vai disputar a Copa das Confederações deste ano sem pressão porque já garantiu vaga na Copa do Mundo de 2014. Este é um fator importante para os jogadores trabalharem de forma mais tranquila.

O técnico italiano Alberto Zaccheroni foi contratado em 2010 (após passagem pela Juventus) e também deu uma contribuição muito grande para o desenvolvimento da equipe.

O time japonês tem um bom sistema defensivo, mas ainda precisa aperfeiçoar o ofensivo, o ataque, porque encontra muitas dificuldades na criação de jogadas e não faz muitos gols. Se conseguir resolver esse problema durante a disputa da Copa das Confederações, dará um grande salto de qualidade.

Acho que o conhecimento que o Zaccheroni e outros treinadores que passaram pelo cargo, como tinha o Zico, por exemplo, tem dado mais experiência à seleção japonesa. Isso tem feito diferença no Japão em grandes competições.

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