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Apesar de decisão, Grêmio prepara recepção amistosa para Felipão

Médico do Grêmio, Alarico Endres (Foto: Divulgação)
imagem cameraMédico do Grêmio, Alarico Endres (Foto: Divulgação)
Dia 27/10/2015
23:05

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Quando o ônibus do Palmeiras adentrar o pátio do Estádio Olímpico Monumental, Luiz Felipe Scolari vai poder dizer que se sente em casa. Ainda que esteja no outro lado, Felipão conhece cada canto da casa tricolor, e assim como com o Verdão, é identificado com os gaúchos. Ao lado da vaga, esperando o motorista dar ré e estacionar, estará Paulo Roberto Sampaio.

Sampaio, como é conhecido no Grêmio, tem mais de 30 anos de casa. Ele é o coordenador de recepção do Tour Tricolor, e tem a responsabilidade de receber todas as delegações visitantes. Esta, que disputa a semifinal da Copa do Brasil, às 21h50, embora não ganhe regalias, terá um personagem especial, que marcou época no Grêmio.

- Farei o que sempre faço, vou lá, dou um abraço amistoso, recebo todos os jogadores, os dirigentes. Vou receber o Felipão muito bem, é uma pessoa que temos carinho, como todas as outras que recebemos aqui. No domingo que o Palmeiras veio pelo Brasileiro, demos um abraço nele e no Murtosa – destacou Sampaio ao L!NET.

O ritual é sempre o mesmo: Sampaio cumprimenta todos os jogadores adversários, um a um. O mesmo acontece com os dirigentes – o presidente rival, ou o representante deste, ganha uma camiseta personalizada – e são encaminhados para um camarote, onde ficam em segurança, sem qualquer possibilidade de sofrer hostilidades.

Pelo Brasileirão, há três domingos, Felipão voltou ao Olímpico. O clima amistoso foi a tônica da recepção. Foi aplaudido em todos os momentos pela torcida tricolor, ovacionado ao entrar em campo e atravessar o gramado até a casamata visitante. Recebeu abraços de Luxemburgo, Paulo Paixão e Gilberto Silva, entre outros. A expectativa é que o mesmo aconteça, mesmo que o contexto seja de uma semifinal.

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Em campo, porém, a expectativa é de sofrimento. É o que deseja o médico Alarico Endres, outro que tem história farta no Olímpico e trabalhou com o treinador nas duas passagens pelo Grêmio.

- É um grande amigo, gosto muito do Felipão. A admiração por ele é grande, mas, ele é adversário. Tudo isso fica fora de campo. Nos 90 minutos, eu quero que o Grêmio passe por cima do Palmeiras, que a gente faça o bom resultado. Não pode ser diferente. Fora de campo, fica a amizade, ele é um grande cara. Mas amanhã (hoje) será adversário – argumentou  Endres.

A preocupação é com a experiência de Felipão. O momento do Palmeiras não é bom no Brasileirão – está na zona de rebaixamento, com um ponto ganho, junto com o Corinthians – mas a convicção é que o treinador pode aprontar. O técnico teve confrontos épicos no próprio Tricolor, contra o Palmeiras, pela Libertadores. Outro que o conhece bem, Gilberto Silva alertou para as artimanhas do seu comandante na conquista do Penta.

- Ele está acostumado a qualquer tipo de pressão. No momento como esse, ele sabe mobilizar seus jogadores. Eu trabalhei com ele, o Vanderlei já conhece bem e sabe como isso funciona. Mas a gente está focado no nosso trabalho. Teremos dificuldades e precisamos estar focados para passar para a próxima fase – completou Gilberto Silva.

BATE-BOLA COM PAULO ROBERTO SAMPAIO
Coordenador de recepção do Tour Tricolor

É diferente recepcionar o Felipão no Olímpico?
Farei o que sempre faço, vou lá, dou um abraço amistoso,recebo todos os jogadores, os dirigentes. Vou receber o Felipão muito bem, éuma pessoa que temos carinho, como todas as outras que recebemos aqui. Eu mesmodomingo passado recebi o Tite, fui lá e dei um abraço nele, conversamos, é umcara que gosto. Mas não vai fugir do que fazemos sempre, tentamos tratar todomundo de forma igual, cordial como sempre. Queremos que as delegações sejam bemtratadas aqui, que se lembram do Grêmio pelo bom tratamento.

Qual a logística da chegada do visitante?
Eu recebo o treinador, cumprimento um a um os jogadores,depois os dirigentes. Então, conduzo os dirigentes para o camarote em queficarão, onde ficam isolados da torcida gremista, é um local totalmenteprotegido, sabe como são as situações do futebol. Mas eles ficam bem acomodadoslá.

O que o senhor espera do jogo?
Nós teremos um jogo difícil. Não considero nenhum jogo fácilno nosso nível, tudo é difícil. Ultimamente, nem pegar reservas é fácil, àsvezes os jogadores querem mostrar bastante ao treinador e surpreendem. Nósmesmo já perdemos para reservas aqui dentro do Olímpico, então vai sercomplicado. É um jogo de decisão, definitivo, então espero que possa acontecertudo

Teme o Felipão e a experiência no mata-mata, que o Grêmio mesmo lhe deu?
O Felipão ficou marcado por aquele Grêmio lá de 1995. Achoque aquele foi o grande time que ele comandou, eu pessoalmente acho aquele oúltimo grande time do Grêmio assim, histórico. Ele dificilmente vai ter um timecomo aquele nas mãos, um time tão bom. É algo que ficou marcado.

BATE-BOLA COM ALARICO ENDRES
Médico do Grêmio

Como vai ser ter o Felipão no Olímpico em um mata-mata?
É um grande amigo, gosto muito do Felipão. A admiração por ele é grande, mas, ele é adversário. Tudo isso fica fora de campo. Nos 90 minutos, eu quero que o Grêmio passe por cima do Palmeiras, que a gente faça o bom resultado. Não pode ser diferente. Fora de campo, fica a amizade, ele é um grande cara. Mas amanhã (hoje) será adversário.

É um cara muito gente boa, tenho grande admiração por elenas duas passagens como treinador. Fez grande trabalho aqui no Olímpico, na Seleção também, mas é um adversário e é assim no futebol

Teme o Felipão no mata-mata? O que ele pode aprontar?
Não adianta o treinador ser o melhor do mundo, se pegar umtime sub-20. Tá entendendo? O treinador é importante, mas quem ganha o jogo sãoos jogadores. Ele fez história no Grêmio em competições assim, mas se não tivero campo, não adianta nada.

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