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Apesar da carência de medalhas, Robson Caetano faz balanço positivo do Brasil no Mundial

Dia 01/03/2016
01:04

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No início do ciclo olímpico que culminará na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, o Brasil não viu sua bandeira ser erguida em nenhuma oportunidade no Mundial de atletismo, em Moscou. Isso porque, apesar de ter repetido o número de finais alcançadas nas últimas duas edições, seis ao todo, o país não conseguiu faturar nenhuma medalha na competição que terminou neste domingo.

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Nas últimas duas edições de Campeonatos Mundiais, o Brasil também obteve seis finais, mas na Coréia do Sul, em 2011, conseguiu voltar para casa com uma medalha de ouro, a primeira da história do país, conquistada por Fabiana Murer no salto com vara - em Berlim-2009 retornou sem láureas. Vale lembrar que no Mundial de Osaka, em 2007, o país teve uma medalha de prata, com Jadel Gregório no salto triplo.

O ex-atleta brasileiro Robson Caetano, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Atlanta-1996 (4x100m) e Seul-1988 (200m), avaliou de forma positiva a campanha do Brasil em Moscou. Para ele, a força da torcida brasileira pode fazer a diferença em 2016.

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- Acho que o Brasil foi muito bem no Mundial. É aquela história, um dos objetivos era elevar o número de finais e o Brasil teve um bom número. A gente fica contente porque é o inicio do tabalho, nada se muda de uma hora para outra. Em 2016 vamos ter um time competitivo com a ajuda da torcida, que precisa estar com o Brasil. A Grã-Bretanha ganhou um estimulo enorme com a força da torcida na Olimpíada e a Rússia fez o mesmo este ano no Mundial - atestou Robson, ao LANCE!Net.

Os melhores resultados do Brasil na competição foram de Fabiana Murer, que defendia a medalha de ouro conquistada em 2011 no salto com vara, e Mauro Vinícius, o Duda, no salto em distância. Ambos ficaram na quinta posição após Murer saltar apenas 4,65m e Duda marcar distância de 8,24m, ficando a 3cm do mexicano Luis Rivera, que foi o medalhista de bronze na prova. Para Robson, o salto de Duda era para medalha, mas diz que o psicológico fez a diferença no caso de Fabiana:

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- A medalha do Duda não veio porque os outros atetlas saltaram surpreendentemente bem, mas ele saltou o que vinha saltando o ano todo, ou seja, fez o esperado. Não acho que a Murer foi uma decepção, ela precisa trabalhar um pouco mais a ansiedade dela. É tudo psicologia. O Bolt, por exemplo, é um fenõmeno, mas tem a força mental como arma. Ele virou uma lenda quando percebeu que Asafa Powel e Tyson Gay não eram imbatíveis. É muito difícil estar lá e segurar a pressão. A Murer sucumbiu ao próprio título, mas pode saltar 5m se colocar na cabeça que é posível.

Nas provas de decatlo e maratona masculina, que não têm finais, o Brasil não chegou ao pódio, mas obteve bons resultados. Na primeira, Carlos Shinin foi o sexto colocado, enquanto na segunda Solonei da Silva e Paulo Roberto de Paula encerraram na sexta e sétima posição. Nesta última, Solonei e Paulo protagonizaram ao encerrar a prova de mãos dadas e exaustos. Por resultados melhores, o ex-medalhista olímpico pede por um trabalho mais aprofundado com o atletismo no país.

- A maratona foi realmente linda e o Anderosn Henriques foi sensacional (fez o melhor tempo da carreira nas eliminatórias dos 400m). Agora é preciso popularizar o atletismo nas escolas, com projetos. Eu e alguns ex-medalhistas estamos tocando um projeto com a Confederação para levar o atletismo para as comunidades, que é onde estão os atletas. O caminho é esse, tem muita gente falando besteira. Temos que colocar a cabeça no lugar e rever os erros para tentar evoluir - concluiu Robson.

Com o fim do Mundial de atletismo de 2013, os Estados Unidos ficou com o maior número de medalhas. Os ianques conseguiram 25 láureas (seis de ouro, 14 pratas e cinco bronzes). A Rússia obteve o maior número de ouros, sete, e completou suas 17 medalhas com quatro pratas e seis bronzes. A Jamaica, impulsionada por Usain Bolt, faturou nove pódios (seis ouros, duas pratas e um bronze).

O melhor desempenho do Brasil em Mundiais aconteceu em 1999, em Sevilha (ESP). À época, o país conseguiu três medalhas: bronze nos 200m, com Claudinei Quirino, prata nos 400m, com Sanderlei Parrela, e bronze no revezamento 4x100m masculino, com Raphael de Oliveira, Claudinei Quirino, Edson Luciano e André Domingos.

Confira as finais realizadas pelo Brasil no Mundial de 2013

Salto com vara masculino: Augusto Dutra, em 11º
Salto com vara feminino: Fabiana Murer em 5º
400m masculino: Anderson Henriques em 8º
Salto em distância masculino: Mauro Vinícius da Silva em 5º
Revezamento 4x400m masculino: 7º lugar
Revezamento 4x100m feminino: não completou a prova

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