Aliado de Marin diz que licença é início de renúncia
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Um aliado de José Maria Marin diz ter ouvido dele que a licença de Ricardo Teixeira é apenas o primeiro passo para sua renúncia, ainda neste semestre . Segundo essa informação, Teixeira vai alegar que não tem mais condições de saúde. Sua filha já está cursando a escola em Boca Ratón (EUA).
Em fevereiro o LANCENET! publicou com exclusividade imagens do local onde Ricardo Teixeira fica quando está nos Estados Unidos. Entre as cidades de Boca Raton e Palm Beach, próxima a Miami, o condomínio é de alto luxo, com acesso pela sugestiva Champion Boulevard. Trata-se de uma mansão cercada por um exclusivo campo de golfe
Ricardo Teixeira comunicou na quinta-feira as federações estaduais de que sairá de licença por tempo não especificado. O cartola indicou Marin, o vice da Região Sudeste, para assumir interinamente o comando da entidade. O e-mail eviado às federações não apresenta a justificativa para o afastamento de Teixeira. Presidentes de entidades estaduais atribuem o fato aos problemas de saúde que o cartola vem enfrentando.
O estatuto da CBF permite ao presidente se ausentar por até 180 dias consecutivos. Não está claro no texto da lei se essa licença pode ser renovada. O ofício encaminhado às federações não especifica o período de ausência.
O afastamento de Teixeira era dado como certo desde a Assembleia Geral Extraordinária da CBF realizada no último dia 29. Na ocasião, o dirigente negou que deixaria o comando da entidade em definitivo, mas admitiu que poderia se licenciar devido a uma diverticulite.
Na semana passada, Teixeira passou por exames médicos. Os resultados apontariam se haveria ou não necessidade de se afastar da CBF. No entanto, presidentes de federação já contavam com a ausência do cartola.
Também já era esperada a indicação de José Maria Marin. O paulista esteve interinamente à frente da entidade entre dezembro e janeiro deste ano, quando Teixeira também se licenciou por problemas de saúde. Por se tratar de um afastamento temporário, o cartola poderia apontar qualquer um de seus cinco vices para substituí-lo.
Durante a assembleia da semana passada, presidentes de federação chegaram a sugerir um rodízio entre os vices regionais. Os dirigentes temiam demasiada influência paulista na CBF, já que Marin é amigo de Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e cartola mais próximo de Teixeira na atualidade.
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