Para acabar com erros, Ferrari busca solução nas rivais

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A rivalidade entre Ferrari e McLaren marcou a Fórmula 1 na última década. Durante estes anos todos, nos acostumamos a ver brigas intensas entre a trupe multinacional de Maranello e a essencialmente inglesa de Woking. Mas os insucessos dos dois últimos anos fizeram a Ferrari cruzar o Canal da Mancha e buscar reforços justamente na casa do rival. Os homens escolhidos para recolocar o time no caminho do sucesso, vejam só, possuem o passado prateado.
Pat Fry, de 46 anos, assumiu o comando da engenharia de pista da Ferrari. Ele substitui o australiano Chris Dyer, dez anos de casa e indiretamente apontado como o responsável pela derrota em Abu Dhabi, quando a equipe naufragou na estratégia e Fernando Alonso acabou a prova inteira preso atrás do Renault de Vitaly Petrov.
Além da incumbência de coordenar o trabalho de acerto dos carros, Fry terá a palavra final nas decisões estratégicas tomadas durante uma corrida. Para auxiliá-lo na função, a Ferrari contratou outro inglês criado na McLaren – e que atuou nos últimos anos ao lado de seu mentor AdrianNewey na campeã de 2010 Red Bull.
Neil Martin, 38 anos, vai ser uma espécie de braço-direito do projetista Aldo Costa no trabalho de desenvolvimento do carro ao longo da temporada. De quebra, vai processar da fábrica uma série de variáveis estratégicas em um programa de computador que desenvolveu para ajudar a equipe a tomar amelhor decisão, utilizando os dados que recebe diretamente da pista.
Resta saber se as alterações promovidas por Luca di Montezemolo proporcionarão ao time um nível de resultado pelo menos próximo do que se conseguia na época de Ross Brawn e Jean Todt – veja mais no quadro ao lado.
É fato que nos últimos quatro anos o time enfrentou uma série de problemas operacionais que tiveram como consequências derrotas e danos na imagem da equipe.
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