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Abel Braga ao LNET!: 'Estou pronto para o pau'

Dia 27/10/2015
21:11

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O presidente Peter Siemsen confirmou e Abel Braga muito provavelmente será o novo técnico do Fluminense a partir de maio ou junho. Em entrevista ao LANCENET!, Abelão afirmou que só não assume a equipe tricolor se o clube não quiser. Para ele, o compromisso está apalavrado. E, como o próprio ressalta, a 'palavra vale mais do que qualquer assinatura'.

Novidades sobre a vinda de Abel chegam antes no seu celular!

Na sua virtual chegada às Laranjeiras, Abel encontrará um time em momento de pressão. Isso porque ou o Fluminense estará disputando uma fase decisiva na Copa Santander Libertadores, ou, em caso de eliminação, vivendo uma crise talvez ainda maior. Mas o técnico, atualmente no Al Jazira (EAU) garante: 'Estou pronto para o pau!'. O que envolve também a questão da falta de infraestrutura, que, para Abelão, não será nenhum obstáculo.

- A Máquina Tricolor treinava lá e ganhava tudo. O Fluminense foi campeão brasileiro agora da mesma forma. O fato de treinar nas Laranjeiras nunca irá determinar minha saída do clube - ressaltou.

A única exigência de Abel, no entanto, é em relação à sua comissão técnica. Com ele, mais cinco profissionais chegarão ao clube, entre auxiliares, observadores e preparadores físico e de goleiros. Dessa forma, pessoas que trabalham atualmente no clube, como o preparador físico Ronaldo Torres e o de goleiros Victor Hugo devem sair.

- Todo mundo tem sua comissão. Estou há seis anos com aminha. O clube sabe disso. O Ronaldo (Torres) é extremamente competente, assim como os outros que estão lá. Mas a vida é assim, não procurei o Fluminense, foi ele quem me procurou e aceitou dessa forma - disse.

Por fim, Abel revelou que tinha um compromisso firmado com Santos. Mas a equipe da Vila, devido aos maus resultados, voltou atrás e optou por trazer um treinador de imediato, provavelmente Muricy Ramalho. As portas de Abel, então, ficaram abertas para o Tricolor.

Veja a íntegra da entrevista:

Você já se considera o novo técnico do Fluminense?

- Estou apenas apalavrado. Mas para mim, isso vale mais que assinatura. Pode ser que amanhã, com um resultado ou outro ruim, eles mudem de ideia e corram atrás de outro treinador. Eu entenderei o lado deles.

E se algum clube fizer uma proposta para você nesse meio tempo?

Antes do Fluminense, tinha assumido compromisso com o Santos. Mas eles tiveram a necessidade maior de ter um novo treinador agora, logo depois da derrota para o Bragantino. Agora, meu acerto é com o Fluminense.

Existe a possibilidade de você adiantar sua chegada para antes do término do seu contrato, que acontece em junho?

- Tentarei retornar o mais rápido possível. O meu contrato se encerra em junho, mas, caso nosso time garanta o título aqui nos Emirados Árabes antes, posso voltar em maio, lá pela segunda ou terceira rodada do Brasileiro. Mas isso vai ser conversado com o presidente e com o Celso (Barros, presidente da Unimed).

Você falou anteriormente que trará consigo sua comissão técnica. Com isso, os profissionais que estão lá atualmente podem sair?

- Todo mundo tem sua comissão. Estou há seis anos com a minha. O clube sabe disso. O Ronaldo (Torres) é extremamente competente, assim como os outros que estão lá. Mas a vida é assim, não procurei o Fluminense, foi ele quem me procurou e aceitou dessa forma.

E o Enderson Moreira, este será mantido?

- Não conversei nada disso. Tenho respeito por ele (Enderson). O Inter falava que ele era muito bom.

Você concordou com as reclamações de Muricy Ramalho sobre a estrutura do clube?

- Eu acho que o Fluminense tem que procurar essa estrutura. Mas nunca vou dizer não há condições para treinar nas Laranjeiras. Pessoalmente, acho a sede charmosa. O Fluminense foi campeão brasileiro agora treinando lá, e pode ganhar a Libertadores da mesma forma. A Máquina Tricolor treinava lá e ganhava tudo. Quem trabalha em clube grande tem que agüentar a pressão. Respeito as opiniões do Muricy, mas ele tem o ponto de vista dele e eu tenho o meu. Estou pronto para o pau. O que acho realmente é que não dá para treinar em Xerém. Oitenta por cento dos jogadores moram na Barra (da Tijuca) e seria uma distância absurda. No caso do Banana Golf, seria um local ótimo.

Você já começou a assistir vídeos do Fluminense para analisar o time que você irá assumir?

- Ainda não conversei sobre o time. Pedi para que me dessem tempo até o dia 10 de abril. O campeonato  local parou por 45 dias e agora teremos cinco jogos em 20 dias





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