Bruno Soares

Peter Wrede

Tênis News
24/03/2020
15:39
São Paulo (SP)

Em entrevista ao podcast Backhand na Paralela , o mineiro Bruno Soares contou como foram os bastidores da definição de que o circuito de tênis seria paralisado em razão da COVID-19 e revelou que a ATP tem se preparado para todos os cenários possíveis.

Soares voltou a contar que o cancelamento do Masters de Indian Wells foi uma decisão dos organizadores e que naquele momento o "susto" foi geral, mas que "logo as coisas foram se nornalizando e as comunicações acontecendo por e-mail". O mineiro contou, inclusive de que o colombiano Robert Farah estava no aeroporto de Bogotá aguardando para embarcar e ao ver pelo Twitter o cancelamento do torneio, o ligou para confirmar. "Aí, eu disse pra ele: 'Cara, pega a mala e vai embora pracasa, aguardar de lá, cancelou e a gente não sabe o que vai acontecer de agora pra frente".

O tenista revelou que no momento "não há muito o que falar" e que a última reunião do Conselho de Jogadores foi no dia que definiu-se que o circuito paralisaria até 8 de junho. "Por agora não tem muito o que falar. A ATP já está se preparando para todos os cenários possíveis... começar em 8 de junho, começar em julho. Tem quatro ou cinco esboços de ranking, que tá tudo congelado agora: ranking, calendário, inscrição...Todas essas séries de coisas que tem que envolver, eles estão projetando. O dia que a gente tiver ideia de quando vai recomeçar, é sentar e colocar a mão na massa e definir como a gente vai resolver esse pepino geral (sic)".

Bruno Soares contou que aconselhou os companheiros de circuito voltarem para casa e aguardar o que acontecia. O tenista, que está em seu último ciclo olímpico, comentou que via como possível a realização dos Jogos de Tóquio, que foram adiados para 2021. "Um ano é um prazo bom, até porque se em um ano a coisa não se resolver, não vai ter ninguém aqui também. Já está num salve-se quem puder", brincou.

O mineiro ainda classificou a decisão de Roland Garros para mudar a data como "arbitrária" e "bastante egoísta". "Eu acho que o mundo, em todas as áreas, precisa estar unido para resolver este problema. E Roland Garros mostrou que é egoísta e que não está pensando em ninguém, apenas no dele. É uma data possível, se as coisas voltarem em julho, mas tem que ter um consenso. É uma oportunidade pra gente se unir. O tênis é muito fragmentado, vários órgãos. Temos a chance de fazer uma coisa bem maior e unificada. Independente disso, a única forma de termos um circuito no segundo semestre é todo mundo se unindo. Roland garros deu uma mancada enorme", opinou.