Polícia apura suspeita de falsidade ideológica envolvendo presidente do Conselho do São Paulo
Inquérito está sendo conduzido na polícia civil

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A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar uma suposta acusação de falsidade ideológica envolvendo Olten Ayres, presidente do Conselho do São Paulo. A informação foi antecipada pela "ESPN" e confirmada pelo Lance!.
A investigação está sob responsabilidade do delegado Tiago Fernando Correia, que também está atrás da investigação dos desvios de dinheiro nas contas do clube. A apuração foi aberta pela Polícia Civil após solicitação da Comissão de Ética do São Paulo. O órgão que teria indicado esta possível falsidade ideológica.
O Lance! entrou em contato com a assessoria de Olten Ayres. O presidente do Conselho ainda não teria sido notificado sobre.

Entenda as polêmicas recentes envolvendo Olten Ayres
Harry Massis, presidente do São Paulo, protocolou no dia 23 de abril um pedido de expulsão de Olten Ayres, que preside o Conselho Deliberativo do clube.
O pedido, como manda o protocolo, foi recebido pelo próprio Olten e encaminhado para a Comissão de Ética, que analisou a representação. Dependendo da interpretação, o presidente do Conselho terá direito de apresentar sua defesa e, em seguida, a eventual exclusão do quadro de associados será submetida à votação entre os conselheiros - semelhante ao que aconteceu recentemente em casos como de Mara Casares e Douglas, envolvidos no caso dos camarotes.
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O Lance! apurou foi motivada após algumas divergências entre Massis e Olten envolvendo uma reforma estatutária no clube. Em dezembro, ainda com Julio Casares na gestão, o ex-presidente pediu uma proposta de alteração no estatuto.
A reportagem apurou que a reação da Comissão de Ética foi interpretada como surpresa. Dois pontos foram citados. O primeiro diz respeito a trazer o fim do quórum qualificado para a criação de uma SAF no São Paulo. Outra questão envolve separar a parte social do futebol no clube. Essas ideias precisam passar pela Comissão Legislativa, e a partir daí, são avaliadas e repassadas ao Conselho Deliberativo. Se as ideias forem aprovadas, a votação passa a ser dos sócios.
No meio do processo, em 30 de março, Olten Ayres criou uma Comissão de Reforma Estatutária para discutir mudanças mais amplas no estatuto, com prazo até 15 de maio para apresentar propostas. Pelas regras, há um prazo de 30 dias para que a Comissão Legislativa se manifeste. Por isso, o parecer anterior acabou sendo desconsiderado.
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