Massis solicita expulsão de presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo; entenda
Presidente do Conselho teve pedido de expulsão feito por Massis

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Harry Massis, presidente do São Paulo, protocolou na noite desta quinta-feira (23) um pedido de expulsão de Olten Ayres, que preside o Conselho Deliberativo do clube.
O pedido, como manda o protocolo, foi recebido pelo próprio Olten. Agora, deve ser encaminhado para a Comissão de Ética, que analisará a representação. Dependendo a interpretação, o presidente do Conselho terá direito de apresentar sua defesa e, em seguida, a eventual exclusão do quadro de associados será submetida à votação entre os conselheiros - como aconteceu recentemente em casos como de Mara Casares e Douglas, envolvidos no caso dos camarotes.
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Entenda o que motivou esta reação de Massis
O Lance! apurou que a movimentação não era esperada, mas foi motivada após algumas divergências entre Massis e Olten envolvendo uma reforma estatutária no clube. Em dezembro, ainda com Julio Casares na gestão, o ex-presidente pediu uma proposta de alteração no estatuto.
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Dois pontos foram citados. O primeiro diz respeito a trazer o fim do quórum qualificado para a criação de uma SAF no São Paulo. Outra questão envolve separar a parte social do futebol no clube. Essas ideias precisam passar pela Comissão Legislativa, e a partir daí, são avaliadas e repassadas ao Conselho Deliberativo. Se as ideias são aprovadas, a votação passa a ser dos sócios.
No meio do processo, em 30 de março, Olten Ayres criou uma Comissão de Reforma Estatutária para discutir mudanças mais amplas no estatuto, com prazo até 15 de maio para apresentar propostas. Pelas regras, há um prazo de 30 dias para que a Comissão Legislativa se manifeste. Por isso, o parecer anterior acabou sendo desconsiderado.
O Lance! conversou com o próprio Olten para entender a argumentação apresentada. Ao que tudo indica, a Comissão Legislativa indicou que este prazo de 30 dias seria algo "sugestivo" e não "impositivo", mas segundo suas palavras, a norma não é prevista desta forma no estatuto.
- Não era esperado, foi assinado somente pelo presidente. Ele pode ter consultado os pares, e o pano de fundo foi a reforma do estatuto, que seria uma modernização. Existia um Conselho Legislativo, e o ex-presidente fez uma proposta para mudar o quórum para uma votação de SAF. A comissão foi acionada para verificar se o pedido não infrigia nenhuma lei nacional e emitiu parecer de que não deveria haver a reforma - explicou.
Qual é o procedimento?
As representações são feitas pelo presidente e encaminhadas com endereço à comissão de ética. A partir disso, é aberto um procedimento, no qual Olten terá direito de resposta. O caso é então em pauta no plenário, sendo votado pelos conselheiros, com necessidade de aprovação por dois terços.
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