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Vojvoda explica rodízio no elenco do Santos e analisa empate: 'Temos que trabalhar'

Treinador admitiu queda de rendimento no segundo tempo e falta de efetividade no ataque contra o RB Bragantino

Dia 25/01/2026
19:34
Atualizado há 2 minutos
Vojvoda treinador Santos
imagem cameraVojvoda analisa empate do Santos contra o Red Bull Bragantino, pelo Paulistão. (Foto: Peter Leone/O Fotografico/Gazeta Press)

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No empate por 0 a 0 diante do RB Bragantino neste domingo (25), pelo Paulistão, o Santos sofreu com as poucas chances criada ao longo dos 90 minutos e a falta de efetividade do ataque nesses lances. O técnico Juan Pablo Vojvoda foi direto na análise da partida e do impacto dos lances desperdiçados no placar final.

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O argentino analisou que o Peixe teve um começo de jogo interessante, pressionando a defesa do Bragantino, mas não concluiu em chances perigosas. Citou a finalização de Gabigol na reta final da primeira etapa e afirmou que é preciso trabalhar para aperfeiçoar o último toque na bola.

- Concordo que hoje tivemos uma boa primeira etapa quanto a parte de pressão do time. O time foi intenso, roubou bolas no campo adversário e a partir daí chegamos perto do gol, mas não conseguimos finalizar. Tivemos uma chance clara com Gabriel. Em jogos assim é importante abrir o placar porque do outro lado tem um time que pressiona com as linhas muito altas. Precisamos encontrar melhores opções de gol, temos que trabalhar nisso - afirmou o treinador.

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Vojvoda esperava repetir o desempenho de pressão na segunda etapa, mas o Santos entrou mais lento, desligado e cedeu espaços para o Bragantino levar perigo. O adversário parou em uma bola no travessão e em uma boa defesa de Brazão já depois dos 40 minutos da segunda etapa. O técnico lembrou do desempenho na reta final do Brasileirão 2025 como um exemplo de comportamento a ser seguido, quando o Peixe conseguiu ser efetivo e vencer jogos importantes.

- Mas no segundo tempo eu imaginava uma partida similar, repetindo a pressão, mas foi um pouco diferente e é verdade que não conseguir criar novas chances. Tivemos muitas poucas chances de gol e precisamos corrigir, porque para ganhar jogos precisamos marcar gols, assim como fizemos no ano passado. Com poucas chances de gol precisamos ser mais efetivos - completou.

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Vojvoda explica rodízio de jogadores no Santos

Nesta partida, o treinador entrou com a quinta escalação diferente seguida. Em todos os jogos do Paulistão o técnico mexeu em alguma peça. Desta vez, a defesa contou com o retorno de Luan Peres na zaga e entrada de Escobar e Mayke nas laterais. No meio, Arão foi mantido e ganhou a companhia de Gabriel Menino e Zé Rafael, enquanto o trio mais à frente teve Gabigol mantido e Miguelito e Lautaro Díaz escalados.

Na coletiva pós jogo, comandante explicou que o rodízio é uma estratégia traçada para evitar, sobretudo, o desgaste físico. Vojvoda afirmou que atletas como Thaciano, Barreal, Igor Vinicius, Zé Ivaldo e Vinicius Lira, sacados do time neste domingo, não têm lesões graves e que preocupem. Em algum casos, o afastamento é apenas para o descanso.

O treinador ainda afirmou que outros clubes da Série A precisarão repetir a mesma estratégia por conta do longo calendário do futebol brasileiro de 2026 e lembrou destacou a curta distância entre os jogos do Paulistão e a proximidade com a estreia no Brasileirão, na quarta-feira.

Temos que rodas os jogadores. A última partida foi há 72 horas e isso causa muito desgaste físico. Por isso tivemos jogadores que ficaram no departamento médico, não por algo muito grande, mas por um desconforto grande devido ao esforço do jogo contra o Corinthians. Então eu considerei isso para fazer o rodízio. Agora estamos a 72 horas de jogar nosso próximo compromisso. Essa é a explicação para o rodízio. E isso não vai acontecer só no Santos, vai acontecer em todos os times porque o calendário está muito apertado - disse Vojvoda.

O Santos faz sua estreia na liga nacional na quarta, às 20h, diante da Chapecoense, fora de casa. Depois, volta as atenções ao Paulistão para um clássico diante do São Paulo, também como visitante, no Morumbis.

Veja mais destaques da coletiva de Vojvoda no Santos

Saída de Miguelito e escolha por manter Lautaro em campo

Vojvoda: Eu considerei manter o Lautaro porque ele é um atacante e eu queria ter um jogo ofensivo. Escolhi o Rollheiser porque ele tem características parecidas com as do Miguelito. Era um momento para atacar espaços também. Imaginei o Rollheiser mais centralizado e o Miguelito estava pela esquerda, mas queria um ataque mais vertical. Depois aconteceram as outras trocas, como o Mateus Xavier para encontrar velocidade e profundidade, mas não conseguimos o que buscávamos.

Qual o setor mais precisa ajustar?

Vojvoda: O futebol é um todo. Mas se analisarmos o jogo de hoje, falta a criação de jogadas de gol. No ano passado eu falava mais de efetividade porque criávamos chances. Nestas últimas rodadas nos faltou essa conexão para criar. São momentos que temos que superar com trabalho e acreditar. Temos pouco tempo de treino com jogos a cada dois dias, o que torna difícil manter um mesmo time e o entrosamento, mas vamos trabalhar para conseguir.

Volume intenso no meio e ataque pouco efetivo. Qual a lição após o empate?

Vojvoda: É verdade, tivemos três volantes de alta intensidade com Arão, Zé Rafael e Gabriel Menino. Roubamos bolas, mas faltou criar as chances a partir daí. Sabíamos que o Bragantino pressionaria alto e haveria espaços nas costas da defesa deles. Tivemos algumas ações no primeiro tempo, mas precisamos de regularidade conforme o jogo progride. Eu imaginei que aconteceria no segundo tempo, mas não aconteceu.

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