Apresentação - Fernando Diniz

Foto: Divulgação/Santos FC

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
11/05/2021
07:00
São Paulo (SP)

Todo mundo tem um conceito formado sobre Fernando Diniz. Moderno, louco, irritadiço, ousado. A ausência de títulos municia os críticos, mas é inegável que o treinador, apresentado ontem pelo Santos, tem práticas louváveis dentro de campo, ainda que falte flexibilidade para mudar de rota quando os métodos começam a não surtir mais efeito.

Estes dois lados da moeda foram vistos na campanha do São Paulo no Brasileirão, um time que flertou seriamente com o título, mas perdeu fôlego justamente na reta final, quando parecia não ter mais forças e confiança para resgatar a filosofia do seu treinador.

Diniz estreia logo contra o Boca Juniors pela Libertadores, e o Peixe está em situação delicada. Diniz não pode ser rotulado pelo que acontecer na noite de hoje na Vila Belmiro, mas o seu futuro dentro do clube passa por saber separar a crença da teimosia.

O técnico não deve abdicar de suas convicções, mas precisa de uma leitura melhor quando se torna claro o desgaste de algumas situações de jogo, como a já tradicional saidinha com os pés desde o goleiro, que em algumas situações deixou seus times em apuros.

O futebol brasileiro precisa de caras como Fernando Diniz, mas a cultura boleira não costuma ser solidária com quem não levanta troféu. Diniz tem mais uma chance de provar que suas ideias correspondem aos fatos.

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