Protesto - Mancha - Palmeiras

Membros da Mancha Alviverde fizeram protesto com tom ameaçador no sábado (Foto: Reprodução de internet)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
05/08/2019
08:44
São Paulo (SP)

Se olharmos para dentro de campo, o Palmeiras conseguiu empatar contra o Corinthians depois de sair atrás no placar. E teve até chance de virar no fim do jogo, o que foi impedido pelo goleiro Cássio, o melhor jogador de um clássico de muita luta mas pouco brilho em Itaquera. Mesmo evitando revés contra o seu maior rival, o saldo do final de semana do Alviverde foi de derrota. O protesto de sua principal torcida organizada, na véspera do jogo, não foi nada velado. Os torcedores envolvidos nem disfarçaram a ameaça de morte a Luiz Felipe Scolari. Foi até a porta do clube, espalhou faixas e cantou em alto e bom som. Em dezembro de 2018, a mesma organizada exibiu na partida da entrega da taça do Brasileirão um mosaico em homenagem ao treinador. Oito meses depois, ameaça Felipão. O ano do Palmeiras beira o inacreditável. Ônibus apedrejado após eliminação para o São Paulo no Paulista, elenco cercado após a derrota para o Inter na Copa do Brasil e técnico como alvo na véspera do clássico de ontem. O clube precisa ir além de uma nota de repúdio em seu site. Não adiante agora falar em valor da marca. O Palmeiras é hoje uma potência que vive cercada pelo medo e pela ilusória obrigatoriedade de vencer tudo o que disputa. O clube precisa proteger seu grupo antes que esta situação acabe em tragédia. Não é exagero. A reinvenção sórdida do imediatismo promovida por parte da torcida prova isso.

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