Fifa vê irregularidade e multa o Verdão por negociação de Barcos
Contrato do jogador com o Palmeiras, firmado em 2012, previa que a LDU deveria ser consultada caso ele fosse vendido. Isso não é permitido

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A Fifa aplicou uma multa de 50 mil francos suíços (R$ 159 mil) ao Palmeiras por uma irregularidade na transferência do atacante Hernán Barcos para o Grêmio, em 2013.
De acordo com o Palmeiras, o problema estava no contrato firmado com Barcos em 2012, ainda com Arnaldo Tirone na presidência. O documento previa que a LDU, dona de 30% dos direitos econômicos do argentino, deveria ser consultada para aprovar ou não uma possível venda dele. Isso fere "a independência do clube nas questões de emprego e transferência", segundo o site da Fifa.
É possível recorrer, mas o Palmeiras não deve fazê-lo. A multa é considerada baixa, e os custos para tentar mudar a decisão seriam elevados.
A venda de Barcos foi um dos primeiros e mais polêmicos atos da gestão Paulo Nobre. Quem tocou a negociação foi José Carlos Brunoro, então diretor executivo do clube.
O Palmeiras tinha uma dívida antiga com Barcos e temia perder o jogador de graça, já que não teria condições de pagar. Nobre explicou na época que herdou a dívida da gestão anterior, de Arnaldo Tirone, que renovou o contrato do atacante prometendo aumento retroativo - ou seja, quando o novo vínculo entrou em vigência, o clube já estava devendo salários referentes a meses anteriores ao atleta.
Brunoro correu para finalizar a venda para que Barcos pudesse ser inscrito pelo Grêmio na Libertadores. O Palmeiras recebeu cerca de R$ 5 milhões e quatro atletas por empréstimo: Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro. O quinto seria Marcelo Moreno, que não topou se transferir. A solução foi repassar uma fatia dos direitos dele ao Verdão.
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