Maurício Galiotte e Paulo Buosi

Maurício Galiotte e o primeiro vice Paulo Buosi estão na linha de frente da reformulação (Foto: Cesar Greco)

Thiago Ferri e William Correia
03/12/2019
08:00
São Paulo (SP)

A temporada sem títulos vai gerar uma reformulação profunda no Palmeiras, não apenas em seu elenco. Após demitir o diretor de futebol Alexandre Mattos, o clube irá ao mercado para buscar um substituto, mas a função mudará. A ideia é que o departamento tenha o poder descentralizado.

Em cinco anos no Verdão, Mattos foi o responsável pela reformulação da Academia de Futebol que gerou três títulos nacionais e o lançamento do Centro de Excelência. Mas, principalmente durante a gestão de Maurício Galiotte, o dirigente tornou-se a principal figura do futebol.

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Mesmo antes de sua demissão, figuras próximas ao presidente sugeriram a ideia de haver um comitê com membros da diretoria estatutária para trabalhar junto de Mattos. A decisão pela saída do executivo deve fazer a ideia de partilha do comando, enfim, tornar-se realidade para 2020.

O novo formato de gestão ainda está definido; a única certeza é de que o diretor de futebol não será tão poderoso. Paulo Pelaipe, gerente do Flamengo, é um dos nomes sugeridos internamente, mas não houve um contato oficial do Palmeiras até o momento. Outras opções estão em pauta, também.

Cícero Souza, atual gerente de futebol, ainda não respondeu se continuará - ele tem contrato nas leis da CLT e foi convidado a ficar. Não é considerado, porém, um nome para a frente no futebol, por ter como melhor qualidade a participação nos processos internos. Já o novo executivo precisará trabalhar na parte estratégica e de mercado, agora aliado à estrutura do clube.

Ao mesmo tempo em que busca um diretor, o Palmeiras avalia o mercado de treinadores. Outra decisão é de que o novo comandante precisa ter um estilo de jogo mais ofensivo e agradável de se assistir. Luiz Felipe Scolari e Mano Menezes, os últimos dois técnicos, são considerados mais pragmáticos. Por isso, Jorge Sampaoli, hoje no Santos, tornou-se a primeira opção para o cargo.

O argentino tem contrato com o Peixe válido para 2020, mas sua permanência é incerta por conta de problemas internos. O Racing (ARG) é outro time interessado no comandante, atual vice-líder do Campeonato Brasileiro.