Ana Marcela Cunha vai às lágrimas após derrota nas Olimpíadas: 'Deixei tudo do começo ao fim'
Brasileira competiu na maratona aquática e defendia medalha de ouro, mas ficou em quarto lugar em Paris

Ana Marcela Cunha não fez a prova de seus sonhos nas Olimpíadas. Representando o Brasil na maratona aquática, a nadadora ficou na quarta colocação, sem conseguir repetir o desempenho de Tóquio-2020, que lhe rendeu a medalha de ouro na ocasião.
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Após mais de duas horas de prova, Ana analisou seu desempenho em lágrimas, e revelou ter passado com dificuldades pelo ciclo de preparação para os Jogos de Paris.
- O quarto lugar é pior do que o quinto. É um abismo entre a medalha e ficar por pouco. Mas um ano atrás, falei com minha psicóloga que queria parar de nadar. Quase deixei de ir para a seletiva olímpica. Foi um ano difícil, mas acho que a cada treino e prova eu me superei muito. Só eu e minha família sabemos como foi esse último ano, porque um ciclo é feito de quatro anos, tivemos um a menos neste. Saí de um ouro olímpico e tive várias reviravoltas durante o ciclo, mas não quero dar desculpas. Deixei tudo hoje, do começo ao fim - afirmou a brasileira.
Questionada sobre as condições do Rio Sena, a atleta teceu críticas à escolha da organização em fazer a prova diante de todos os problemas. O ponto turístico parisiense tem lidado com uma grande quantidade de impurezas, e chegou a causar problemas de saúde para alguns esportistas nesta Olimpíada.
- Nas duas primeiras voltas, eu entendi como eram as coisas. Fechando a terceira volta, não tinha espaço para eu receber uma ultrapassagem, e acabei me cortando em uma roseira. Mas faz parte do esporte. Fiquei afundada, e quando virei a favor da correnteza dez segundos atrás das demais, contou muito. Mas não tem o que dizer. Foram três anos para arriscar tudo por causa de 24 horas. Teve gente que saiu da prova mal, algumas ficaram mareados, mas não tem desculpa para falar que poderia ter sido diferente - sintetizou Ana Marcela.
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Além da medalhista olímpica, Viviane Jungblut também representou o Brasil na prova. Apesar de flertar com a zona de pódio no começo da maratona, perdeu posições e terminou em 11º.

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