Brasil x Mexico

Jogadores da Seleção celebram a classificação (MARTIN BERNETTI / AFP)

Vinícius Faustini
03/08/2021
07:51
Kashima (JAP)

A Seleção Brasileira parte em busca do seu segundo ouro consecutivo. Após um nervoso 0 a 0 com o México persistir tanto no tempo normal quanto na prorrogação, a equipe de André Jardine contou com uma defesa de Santos e muita categoria para vencer os mexicanos por 4 a 1 nos pênaltis nesta terça-feira, no Ibaraki Kashima, pelos Jogos Olímpicos de Tóquio. Além de exorcizar o fantasma do algoz brasileiro na final de 2012, o Brasil vai para sua terceira final olímpica consecutiva.

Os canarinhos, que garantiram mais uma medalha para a delegação brasileira, agora vão a campo no sábado para enfrentar a Espanha, que derrotou o Japão por 1 a 0, também nesta manhã. O México disputará a medalha de bronze na sexta-feira.

PRIMEIRAS CHANCES

Os minutos iniciais indicaram uma semifinal bem aberta. Guilherme Arana encontrou uma brecha pela esquerda e cruzou, só que Richarlison e Antony não conseguiram alcançar. Além de ter uma proposta ofensiva e velocidade pelas pontas, o México levava perigo em tentativas de bola aérea. Após cobrança de escanteio, Martín subiu mais do que Nino e cabeceou próximo á trave.

BRASIL EXIGE OCHOA

Com Claudinho e Antony tendo maior mobilidade, a equipe de André Jardine passou a se impor e teve novas chances. Bruno Guimarães abriu caminho e Guilherme Arana bateu rasteiro, mas Ochoa abafou. O veterano goleiro mexicano ainda saltou para encaixar finalização que Antony tentou após receber passe de Daniel Alves. O lateral-direito mandou a bomba e também parou nas mãos de Ochoa. 

PÊNALTI! NÃO, PERAÍ...

Aos 27 minutos, a Seleção teve a esperança de ficar perto do gol. Douglas Luiz caiu em uma dividida com Esquivel e foi marcado pênalti. Richarlison já estava na , após receber uma solicitação do VAR, o árbitro Georgi Kabakov voltou atrás.

MÉXICO VAI SE SOLTANDO  

A equipe de André Jardine, contudo, foi esbarrando em erros de passes e o desencaixe na marcação abriu espaço para o México engatar contra-ataques. Antuna desceu livre pela direita e Romo encheu o pé, mas Santos saltou para defender. Em seguida, Martín lançou e Antuna chutou cruzado, obrigando Diego Carlos a salvar chance claríssima. Martín ainda levou perigo em cabeçada.    


QUE LENTIDÃO!

Na volta do intervalo, Martín arriscou da intermediária e fez Santos defender em dois tempos. A equipe canarinha, aos poucos, retomou as ações e partiu para cima. Contudo, com Douglas Luiz e Bruno Guimarães bem marcados, a Seleção era lenta ao tentar partir para a frente. Penando para concluir jogadas e achar Richarlison, o Brasil teve sua primeira chance aos 20 minutos, quando Antony se desvencilhou da marcação e bateu fraco para defesa de Ochoa.   

ÂNIMOS EXALTADOS

Além da etapa final ter pouquíssimas emoções, a tensão tomou conta do gramado em alguns momentos. Bruno Guimarães encarou Lainez após o camisa 10 cometer falta dura em Guilherme Arana. Em seguida, Loroña cometeu falta em Reinier e o camisa 19 reagiu, iniciando uma confusão entre jogadores das suas seleções.

Com a arbitragem muito confusa, a partida ficou travada de vez. A equipe de André Jardine tentava ter mais ímpeto, apostando em cruzamentos de Reinier e da correria de Antony, mas não tinha sucesso.

AH, ESSA TRAVE... E NADA DE GOL!

Aos 36 minutos, a Seleção chegou a ensaiar o grito de gol. Daniel Alves fez cruzamento preciso e Richarlison saltou. A cabeçada do camisa 10 foi cruzada e caprichosamente bateu na trave. Gabriel Martinelli chegou atrasado e não aproveitou o rebote.

O México, por sua vez, encontrou uma oportunidade quando alçou falta e Martín exigiu Santos. No finzinho, Reinier tabelou com Gabriel Martinelli e buscou o cruzamento, mas Montes se antecipou a Richarlison e o empate persistiu no tempo normal. 

PARTIDA NERVOSA

O jogo seguiu picotado na prorrogação. A equipe de Jaime Lozano viu Lainez tentar novo cruzamento e Martín cabecear sobre a meta de Santos. Depois de abusar do "chuveirinho" e o ataque não se entender nas tabelas, a Seleção teve sua primeira chance em conclusão de fora da área de Guilherme Arana. A bola passou rente á trave.  

O Brasil rodava a bola, mas era pouco incisivo na frente e a bola não chegava com clareza em Richarlison. Já México depositava as fichas principalmente nas investidas de Lainez. O camisa 10 chegou a pedir pênalti em jogada na qual deixou para trás Guilherme Arana e caiu após dividida com Diego Carlos na área. Porem, o árbitro mandou o jogo seguir. Em meio a uma partida faltosa, o empate persistiu.

SELEÇÃO EM MAIS UMA FINAL!

Nos pênaltis, prevaleceu a Seleção olímpica do início ao fim. Santos defendeu a cobrança de Aguirre. Em seguida, Daniel Alves, Martinelli e Bruno Guimarães marcaram para os brasileiros. No México, Vásquez mandou sua cobrança na trave. Coube a Reinier definir, com categoria, a classificação brasileira.

FICHA TÉCNICA
MÉXICO 0 x 0 BRASIL

(1x4 nos pênaltis)

Data-Hora: 03-08-21 - 5h (de Brasília; 17h no horário local)
​Estádio: Ibaraki Kashima, em Kashima (JAP)
Árbitro: Georgi Kabakov (BUL)
Assistentes: Martin Margaritov (BUL) e Diyan Valkov (BUL)
VAR: Marco Guida (ITA)

Cartões amarelos: Montes, Lainez, Loroña, Lainez, Romo (MEX), Diego Carlos, Antony, Bruno Guimarães, Reinier, Douglas Luiz (BRA)

Nos pênaltis: Rodríguez converteu para o México e Daniel Alves, Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier acertaram para o Brasil. Aguirre e Vásquez desperdiçaram cobranças do México.

MÉXICO: Ochoa; Loroña, Montes, Vásquez e Jesús Angulo (Mora, 7/1TP); Esquivel (Carlos Rodríguez, intervalo), Romo e Córdova (Ricardo Angulo, 32/2T); Antuna (Lainez, 16/2T), Martín (Eduardo Aguirre, 7/1TP) e Vega (Alvarado, 46/2T). Técnico: Jaime Lozano

BRASIL: Santos; Daniel Alves, Nino, Diego Carlos e Guilherme Arana; Douglas Luiz (Matheus Henrique, 9/2TP), Bruno Guimarães, Claudinho (Reinier, 27/2T) e Antony (Malcom, 0/1TP); Paulinho (Gabriel Martinelli, 21/2T) e Richarlison. Técnico: André Jardine